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Políticas no sector do turismo em Portugal “devem ser replicadas” – diz responsável do Conselho Mundial de viagens e Turismo

Os turistas que chegam a Portugal têm impacto no PIB (Produto Interno Bruto).

As políticas no sector do turismo em Portugal “devem ser replicadas” face aos resultados muito positivos, argumentou hoje a presidente do WTTC – World Travel & Tourism Council, Gloria Guevara Manzo, num fórum da organização a decorrer em Lisboa.

Na abertura do Fórum de Líderes Europeus do WTTC, a presidente enumerou os números recorde do turismo em Portugal, que considerou como “crescimento impressionante” e notando não se tratar apenas de “quantidade, mas qualidade”.

“As pessoas que chegam e ficam cá têm impacto no PIB (Produto Interno Bruto). Temos que perguntar como fizeram e replicar as políticas daqui [Portugal]”, argumentou a responsável, precisando que um em cada cinco empregos em Portugal depende do sector turístico.

Gloria Guevara Manzo assumiu o cargo de presidente e CEO da WTTC em Agosto de 2017, depois de ter sido secretária de Turismo para o México e CEO do Turismo do México de 2010 a 2012 (para ler mais clique aqui).

Após a intervenção de Gloria Guevara Manzo, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, enumerou cinco pontos seguidos pelo Governo no sector, cujo sucesso foi justificado pelo “trabalho conjunto” que Governo e empresas têm feito.

À plateia de representantes portugueses e internacionais do sector, o governante recordou a estratégia de 10 anos desenhada para o turismo e “muito discutido com o sector privado”.

Em cima da mesa da estratégia do país têm estado questões da sazonalidade e a promoção da época baixa para garantir maior sustentabilidade nos alojamentos e nos empregos.

Outro caminho seguido é disseminar o turismo por outras zonas do país, promovendo além de cidades, as opções por aventura ou natureza e apostando “em áreas com menor desenvolvimento e oportunidades de trabalho”, segundo Caldeira Cabral.

O governante referiu ainda que “não se pode crescer, sem investimento” e que, por isso, foram lançadas linhas de financiamento que resultaram, nomeadamente, em hotéis inovadores e modernizados.

“Inovação é chave para este sector. Não há nada tradicional no turismo” sublinhou ainda o ministro, referindo como a internet é essencial para marcar as viagens e que Portugal também está apostar na área da inovação e a trabalhar com ‘startups’.

Para explicar o crescimento a dois dígitos no turismo estão também as mudanças introduzidas na formação, em colaboração com os agentes do sector, porque esta é uma área “sobre pessoas”.

O ministro encerrou a sua intervenção com a afirmação de que Portugal também está a percorrer o caminho da sustentabilidade, através da aposta nas energias renováveis.

PRESSTUR

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