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Data de nascimento de Amílcar Cabral assinalada hoje com concerto no Palácio da Cultura Ildo Lobo

O nascimento de Amílcar Cabral, que, se fosse vivo, celebraria esta quarta-feira,12, 94 anos, vai ser celebrado com um concerto e um debate sobre a atualidade do seu pensamento, na Praia.

Organizado pela Fundação Amílcar Cabral e a Fundação Lelio e Lisli Basso, o concerto “Cantar Cabral e a resistência” vai realizar-se no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na cidade da Praia (Ilha de Santiago).

Do cartaz fazem parte nomes como Mário Lúcio, Teresinha Araújo, Ana Lisboa, Sory Araújo, Body, Vera Cruz, Alberto koenig, Fattú Djakité, Eric Tavares, Mano Preto, Totinho, Binga e Nhelas.

No dia seguinte, a Fundação Amílcar Cabral, também na capital de Cabo Verde, vai acolher uma roda de conversa sobre “A atualidade do pensamento de Amílcar Cabral face ao imperativo da unidade africana”.

A introdução do debate estará a cargo de Alexssandro Robalo, do Movimento Pan Africano, um dos coorganizadores do evento.

Amílcar Lopes Cabral nasceu a 12 de setembro de 1924 em Bafatá, atual Guiné-Bissau, filho de pais cabo-verdianos.

Fundou o Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAICV), lançando as bases do movimento que levaria à independência das duas antigas colónias portuguesas.

Foi assassinado a 20 de janeiro de 1973, em Conacri, em circunstâncias ainda hoje não totalmente claras, antes de ver os dois países tornarem-se independentes.

Há um ano, durante as celebrações do 93º aniversário de Amílcar Cabral, o historiador cabo-verdiano Lourenço Gomes defendeu que as ideias do líder da independência de Cabo Verde e da Guiné-Bissau continuam “completamente atuais”.

“A tese do homem novo, a ideia de que cada um deve lutar por mérito próprio e conseguir os seus próprios resultados à custa do seu trabalho é uma tese completamente atual. […] Defendia também a tese do primado da realidade, ou seja, levar em conta a nossa realidade, ver os aspetos positivos, aproveitar o que temos de bom e evitar os aspetos negativos”, sustentou Lourenço Gomes.

Em fevereiro, a Fundação Amílcar Cabral anunciou que quer candidatar os escritos do líder histórico da independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde ao programa “Memória do Mundo” da Organização das Nações Unidas para a Educação (UNESCO).

Para a Fundação, é um “desafio primordial para o biénio 2018-2019 a inscrição dos escritos de Amílcar Cabral no programa “Memória do Mundo” da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)”, considerando ser “condição indispensável para a sua plena valorização, preservação e divulgação”.

LUSA

*Título da responsabilidade da redacção do A NAÇÃO

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