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São Vicente: Homens procuram Serviços de Saúde cada vez mais

Apesar dos Centros de Saúde começarem a ser boas alternativas para o Banco de Urgências, os utentes continuam, contudo, a enfrentar longas filas de espera no Hospital “Dr. Baptista de Sousa” (HBS) e nas emergências.

Actualmente, a Delegacia de Saúde de São Vicente faz atenção primária em toda a ilha, de forma organizada. A ilha possui cinco Centros de Saúde onde, segundo os indicadores relativos a 2017, a procura intensificou-se entre a camada masculina. “Sabemos que os homens só procuram os Serviços de Saúde quando sentem algum sintoma. Em São Vicente, a tendência é no sentido contrário, pois, a adesão dos homens aos Centros tem aumentado”, garante o delegado de Saúde, Elísio Silva.

O relatório, que sustenta essa informação, reporta-se a 2017. Segundo o mesmo, os homens que mais procuram os Serviços de Saúde estão inseridos na faixa etária acima dos 40 anos. Estes dados trouxeram uma nova realidade, que, até certo ponto, coincide com a tendência mundial, relativa à existência de mais seropositivos do sexo masculino.

“Antes, em São Vicente, registávamos mais casos de VIH (Vírus de Imuno-Deficiência Humana) espontâneo nas mulheres, porque, maioritariamente, eram elas que faziam mais testes de VIH, por altura da gravidez. Com a crescente adesão dos homens aos nossos Serviços, o quadro mudou”, argumenta Silva.

Centros de Saúde “versus” Banco de Urgências

Os Centros de Saúde traduzem-se como a atenção primária do Serviço Nacional de Saúde, pelo que era expectável que estes pudessem ser “a porta de entrada” para o Sistema, principalmente, em se tratando de urgências. Mas, de acordo com os dados apontados pelo delegado de Saúde, o Banco de Urgências do HBS continua a ser o mais procurado.

“As pessoas ainda têm a grande preferência para ir ao Banco de Urgências de Adultos e de Crianças. Coisas que no Centro de Saúde temos demanda espontânea, com enfermeiros e médicos para pessoas quando ali forem, podendo ser atendidas de acordo com a gravidade da situação que tem”, nota.

Entretanto, Elísio Silva reconhece ligeiras melhorias quanto a essa situação.

“O facto dos Centros de Saúde se encontrarem já bem inseridas nas comunidades, faz com que as pessoas tenham maior confiança nos profissionais que nesses espaços operam”, afirma.

(Leia mais no Jornal A Nação edição -572 de 16 a 22 de Agosto de 2018)

JF

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