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Sociedade

Saúde: Região Sanitária de Santiago Norte com ganhos satisfatórios

O director da Região Sanitária de Santiago Norte, o médico João Baptista Semedo, considera que os serviços prestados por registaram melhorias significativas, nos vários indicadores da saúde, com a criação desse tipo de estrutura e organização.

Há quase dois anos à frente da Região Sanitária de Santiago Norte, João Baptista Semedo refere que, neste momento, está-se na fase de implementação do Novo Plano Regional de Desenvolvimento Sanitário, aprovado para o horizonte de 2017 a 2021. “O Plano prevê um conjunto de iniciativas, sobretudo a nível de reorganização dos serviços”, avança Semedo.

E é assim que algumas Unidades Sanitárias de Base (USB), conforme faz saber, poderão ser elevadas à categorias de Postos de Saúde, estando prevista a construção de novos Centros de Saúde, nomeadamente, em Santa Catarina e em São Lourenço dos Órgãos, bem como um Posto Sanitário, em Cancelo, no município de Santa Cruz.

“Queremos criar uma Rede de estrturas mais próximas das populações, de modo a sentirem um Serviço de Saúde amigo delas”, sustenta, para acrescentar que, desta forma, “as pessoas passam a preocupar-se mais com o seu bem-estar e vão procurar mais os serviços da saúde e, desta forma, teremos ganhos a médio e longo prazos, em todos os indicadores da Saúde”.

Meios disponíveis

No que diz respeito às infra-estruturas de Saúde, equipamentos, recursos humanos e meios de mobilidade, Baptista Semedo considera que Santiago Norte está hoje bem servida.

“Temos um Hospital Regional em Santa Catarina, com laboratórios equipados, situado a menos de 30 minutos dos restantes cinco municípios que fazem parte da Região, nomeadamente: São Salvador do Mundo (Picos), São Lourenço dos Órgãos, Santa Cruz, São Miguel e Tarrafal. Praticamente, em cada Município, há um Centro de Saúde e temos uma Rede forte de Postos de Saúde, e Unidades Sanitárias de Base em toda a Região. Alguns deles, apenas precisam de melhorias”, aponta aquele clínico.

Já a nível dos equipamentos, aquele responsável garante que todos os Centros de Saúde têm um pacote básico necessário para prestar os serviços mínimos, salientando que o Centro de Saúde de Tarrafal, classificado de tipo 1 (dado que fica mais distante do Hospital Regional), vai ser reforçado com equipamentos mais sofisticados, nos próximos tempos.

“No que toca à mobilidade, temos ambulâncias no Hospital Regional em Santa Catarina e nos Centros de Saúde de Santa Cruz, Tarrafal e São Miguel. Contudo, sentimos a necessidade de reforço de ambulâncias no Hospital Regional, uma vez que as existentes já estão com bastante tempo de uso”, vinca, acrescentando que, “devido à muita demanda, já equacionarmos uma nova ambulância para o Hospital Regional Santa ‘Rita Vieira’”.

João Batista Semedo aponta, igualmente, que a nível do pessoal médico há necessidade de reforços em algumas especialidades.

“Temos 46 médicos a trabalhar na Região e mais daemetade está a exercer no Hospital Regional. Precisamos de mais médicos, sobretudo na especialidade de Cirurgia, porque muitos serviços passaram a fazer atendimento de urgência, o que acaba por absorver muitos médicos. Neste momento, também precisamos de mais um enfermeiro para a Região”, manifesta.

Situação Sanitária:  estável na Região

De um modo geral, João Batista Semedo considera que a situação da Saúde em Santiago Norte “é estável”, dado que há cerca de 1dez anos que não se regista nenhuma epidemia na Região.

“Volvidos quase 12 anos da criação da Região Sanitária de Santiago Norte, há uma melhoria em todos os indicadores da Saúde. Passamos de uma situação má para uma outra, mais confortável. As taxas de acesso aos serviços de Saúde e cobertura de vacina aumentaram. Por outro lado, houve uma diminuição da taxa de mortalidade infantil na Região. Tivemos alguns casos residuais de Dengue, em 2009, e Zika, em 2016, mas não registamos nenhum caso de Paludismo, em 2017, apesar de ser endémico, nos concelhos de Santa Cruz e  Santa Catarina”, regozija-se.

Estes ganhos, no dizer do entrevistado do A NAÇÃO, devem-se ao “forte investimento” feito na Região, quer a nível de construção de novos espaços, quer de melhoria dos equipamentos existentes, além da alocação de mais recursos humanos e recursos financeiros e meios de mobilidades, sobretudo das ambulâncias.

“Antes da criação da Região Sanitária, em 2006, Santiago Norte tinha 265 funcionários,  contra os 500 actuais. Em 2006 tínhamos 21 médicos; agora 46. Tínhamos 55 enfermeiros, e hoje temos 116, que são quadros do ministério. Mesmo assim, ainda precisamos de mais, porque, à medida que a qualidade de atendimento melhora, a procura dos serviços aumenta também. Há sempre a necessidade de mais meios, para mantermos e melhorarmos o nível que já temos”, sustenta.

Doenças mais comuns

As patologias mais comuns em Santiago Norte são as doenças crónicas e não-transmissíveis, nomeadamente: diabetes, obesidades e hipertensão. As doenças infecciosas sazonais, são a gripe (na época fria) e diarreias (no calor).

“Fazemos, frequentemente, campanhas de sensibilização nas comunidades e nas estruturas de Saúde dos cuidados que as pessoas devem ter e também procedemos à medição de diabetes e tensão arterial nas feiras de saúdes que realizamos, a nível da Região. Em todos os centros e postos de Saúde, fazemos despistagens. Por isso, pedimos às pessoas, para quando sentirem qualquer problema, para procurarem os serviços de Saúde, o mais rápido possível”, conclui João Baptista Semedo. 

SM

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