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Santa Catarina: PAICV questiona o facto de o pelouro das Finanças estar sob a tutela do edil José Alves Fernandes

Com a desprofissionalização do vereador do pelouro da Administração e Finanças, esta pasta ficou sob a tutela directa do presidente

A comissão política do PAICV da região Santiago Norte questionou hoje o facto de o edil de Santa Catarina, José Alves Fernandes, ter assumido o pelouro da Administração e Finanças , após ter desprofissionalizadoo vereador José Luís Semedo.

Com a desprofissionalização do vereador do pelouro da Administração e Finanças, esta pasta ficou sob a tutela directa do presidente José Alves Fernandes, que vem, desde o início do mandato, acumulando os pelouros do Urbanismo e Cooperação Descentralizada.

“Achamos que por se trata de Finanças não deveria estar sob a tutela do presidente, porque quem decide e manda executar é mesma pessoa, por isso achamos que o pelouro das Finanças deveria estar sob tutela de outro vereador, de modo a tornar as coisas mais transparentes. Para nós isso é fundamental”, disse o vice-presidente da comissão política regional Santiago Norte, Joaquim Furtado.

Joaquim Furtado – que se fez acompanhar pelo primeiro secretário do sector do partido em Santa Catarina, Ido Carvalho-, falava hoje em Assomada numa conferência de imprensa, para fazer um pronunciamento público sobre a desprofissionalização do vereador da Administração e Finanças, José Luís Semedo, tornado público esta segunda-feira, tendo o edil alegado “falta de confiança política” no mesmo.

Segundo a mesma fonte, o Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) está preocupado com a situação que considera de uma “profunda crise política instalada na Câmara Municipal de Santa Catarina”.

Nesse sentido, o PAICV exortou o edil José Alves Fernandes a “ prestar o cabal esclarecimento sobre a situação financeira da edilidade e das reais causas do conflito que levou a perda de confiança política no final, sustendo que, afinal, não se tratar de um pelouro qualquer, mas sim das finanças que gere o recurso de toda a população de Santa Catarina.

“Esclarece-se que o PAICV nada tem a ver com as guerrilhas internas do MpD, mas tratando-se de guerrilhas na gestão da Câmara Municipal, e motivo de preocupação não só do PAICV, mas de todos os munícipes deste concelho”, clarificou.

“Num momento em que a população rural passa por uma carência extrema de falta de alimentos, sem trabalho e sem qualquer alternativa, em consequência da seca e da incapacidade do Governo e da Câmara Municipal em socorrer as famílias e com o espectro de mais um mau ano de seca para o desespero dos homens do campo, impunha-se a união de esforços de todos os eleitos nacionais e municipais, no apoio às famílias desamparadas”, lançou.

Entretanto, segundo ele , “em vez disso, o Movimento para Democracia (MpD-poder) na Câmara Municipal de Santa Catarina resolveu instalar guerras de protagonismo político, sem importar com o sofrimento da população.

Perante tal situação, em que diz estar em condições de afirmar que esta “crise política” vem de há algum tempo e que esta “guerrilha” estende-se aos outros vereadores, apelou à população a estar vigilante no desenrolar do “conflito instalado na Câmara Municipal, evitando a dilapidação dos recursos de todos”.

Alertou ainda, a quem de direito, mormente a Inspecção Geral das Finanças que esteja atenta e fazer o seu trabalho, no sentido de apurar as reais causas do conflito gerado à volta das finanças da câmara.

“A Câmara Municipal é uma instituição do povo e para o povo e não um campo para protagonistas políticos. Isso é simplesmente inaceitável”, rematou.
De salientar que contactado pela Inforpress , o vereador desprofissionalizado José Luís Semedo na altura disse que vai pronunciar sobre o caso posteriormente.

C/Inforpress

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