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Vencedor de concurso PÚBLICO anulado: Transinsular reforça ligação com Cabo Verde

A Transinsular, empresa do Grupo ETE, vai inaugurar, a partir do dia 23 de Agosto, uma linha directa entre Espanha e Cabo Verde. O serviço “Line Class”, com partida em Algeciras (na Espanha), no TTI (“Total Terminal International”), servirá como ponto para o “transhipment” de carga para o Mediterrâneo, nomeadamente, outros portos em Espanha, bem como Itália, Grécia e Turquia.

Segundo a Transinsular, o reforço do “Lince Class”, com uma nova escala no continente europeu, vai aproximar a Península Ibérica e o Mediterrâneo aos mercados africanos de Cabo Verde (Praia e Mindelo) e Guiné-Bissau.

“Esta linha internacional é a única no mercado a garantir datas fixas com uma periodicidade quinzenal, tem uma capacidade de transporte de 1500 TEUs mensais e os melhores Transit Times do mercado”, sustentam.

A partir de Algeciras, o “Lince Class” garante um “transit time” (tempo de trânsito) de apenas três dias para a Praia, cinco dias para Mindelo e de dez dias até Bissau. A partir de Lisboa (Portugal), o tempo é de cinco dias até à Praia, sete dias para Mindelo e de 12 dias até Bissau.

O “Lince Class” descarrega na Cidade da Praia as importações destinadas a Cabo Verde e aos mercados africanos de proximidade, recebendo, no Mindelo, as exportações para Leixões, Lisboa e Algeciras, e dirigidas à Europa, Mediterrâneo e resto do mundo.

Antecedentes

O Grupo ETE tinha sido seleccionado, pelo anterior Governo, para a concessão dos estaleiros da Cabnave (em São Vicente), através do concurso lançado a 13 de Novembro de 2015. O concurso foi, contudo, anulado, logo após a tomada de posse do Governo de Ulisses Correia e Silva, com a alegação de que a negociação “não chegou a acontecer”.

O Governo justificou, ainda, que suspendeu o processo “para que fosse analisado no sentido de se perceber se a estratégia definida estaria alinhada com a visão do executivo para o sector marítimo e em particular para a ilha de São Vicente”.

Visão essa que prevê o “desenvolvimento integrado da Economia Marítima, com centralidade” na “Ilha do Monte Cara”, “traduzida numa Zona Económica Especial, na qual devem fazer parte toda a zona de jurisdição portuária do Porto Grande, incluindo a Cabnave”.

Segundo um comunicado emitido na altura, a modalidade “previamente definida” para o processo de sub-concessão da Cabnave “não responde às exigências do novo enquadramento definido para o sector e para a ilha”, o que deverá ter estado na origem do cancelamento do concurso.

Grande “player” marítimo

Tido como o maior “player” marítimo, portuário e fluvial português, o Grupo garantiu, então, através do seu PCA, Luís Nagy, que Cabo Verde era o outro dos mercados em que o Grupo ETE está a investir fortemente.

Presente no mercado português desde 1936, o Grupo ETE trabalha, essencialmente, na área marítimo-portuária e de logística e é constituído por um universo que engloba 42 empresas diferentes.

Presente em países como Cabo Verde (onde opera na área logística), na Colômbia, Moçambique e Uruguai, o Grupo ETE teve, no ano passado, um volume de negócios que ultrapassou os 200 milhões de euros e emprega, actualmente, mais de 800 trabalhadores, em três continentes.

Foi também anulado, na mesma ocasião, o concurso internacional para a sub-concessão dos portos da Praia e do Mindelo, que tinha sido ganho pela multinacional francesa Bolloré.

O Grupo Sousa e o Grupo ETE estão também interessados nesse negócio.

 

(Leia mais no Jornal A Nação edição -572 de 16 a 22 de Agosoto de 2018)

DA

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