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Mali: UE reconstrói Quartel-General do G5

A União Europeia (UE) vai financiar, integralmente, a reconstrução do Quartel-General da Força-Conjunta do G5 do Sahel, no Mali, destruído em 29 de Junho num ataque terrorista que vitimou dois soldados, anunciou a chefe da Diplomacia europeia.

“A União Europeia é o principal parceiro do G5 Sahel. O ataque contra o Quartel-General da Força-Conjunta do G5 Sahel no Mali é, também, um ataque contra a nossa prioridade comum de restabelecer a paz na região. Decidimos, por isso, apoiar plenamente a reconstrução do Quartel-General de Sévaré, no Mali”, anunciou a Alta Representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini.

A chefe de Diplomacia europeia sustentou que esta decisão confirma o “compromisso determinado” da UE de permanecer “ao lado dos países do G5, para permitir às instituições controlar plenamente os seus territórios e lutar contra o terrorismo e o tráfico de seres humanos, de armas e de droga”.

Em 29 de Junho passado, um ataque não reivindicado ao Quartel-General da Força Militar-Conjunta do G5 do Sahel provocou a morte de dois soldados e outros tantos atacantes.

Esta foi a primeira vez que o Quartel-General foi atacado e, às explosões iniciais, seguiu-se um tiroteio com armas automáticas, que forçou os residentes da área a permanecerem fechados em casa durante várias horas à espera do fim do conflito.

Um dia antes, a ONU tinha prolongado por mais um ano o mandato da Minusma (Missão da ONU para a Estabilização do Mali), que conta com 15 mil  efectivos militares e polícias, na missão de paz das Nações Unidas com maior taxa de mortalidade.

Para lutar com mais eficácia contra os grupos “jihadistas” presentes nas suas fronteiras, os Estados da Região (Mali, Mauritânia, Burkina Faso, Níger e Chade) formaram o G5 Sahel, que depois da sua fase inicial tinha começado a aumentar a sua actividade nos últimos meses.

Entre Março e Abril de 2012, o Norte do Mali caiu nas mãos de grupos extremistas com ligações à rede terrorista Al-Qaida. A progressão no terreno destes grupos extremistas tem sido travada por uma operação militar internacional, que foi lançada em Janeiro de 2013, por iniciativa de França.

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