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México: Presidente pede aos EUA reunião das famílias separadas

O ainda Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, pediu, na sexta-feira, à delegação norte-americana, liderada pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, que reúna rapidamente as famílias migrantes separadas na fronteira.

Peña Nieto informou, em comunicado, que pediu “uma alternativa permanente que priorize o bem-estar e os direitos dos menores”.

Pompeo, chefe da Diplomacia norte-americana, visitou o México com autoridades de nível ministerial para se encontrar com Pena Nieto e o presidente recém-eleito Andrés Manuel Lopez Obrador.

Esperava-se que as discussões abordassem formas de combater o problema das organizações criminosas transnacionais, a epidemia de opiáceos nos EUA e as tensões comerciais, mas a migração ilegal na fronteira norte do México para os Estados Unidos da América (EUA) acabou por ser o tema dominante das reuniões.

Os laços entre os EUA e o México deterioraram-se, significativamente, sob a presidência de Donald Trump, que defendeu a construção de um muro na fronteira e culpou repetidas vezes o México por problemas económicos e sociais nos Estados Unidos.

O genro de Trump e o assessor da Casa Branca, Jared Kushner, acompanharam Pompeo, assim como o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e a secretária de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen.

O primeiro encontro da delegação norte-americana realizou-se com Pena Nieto e depois com o presidente recém-eleito.

Muitos dos manifestantes, à chegada da delegação, condenaram a política de imigração “tolerância zero” do governo Trump, que separou famílias que tentavam reivindicar asilo nos Estados Unidos.

Pompeo reconheceu tensões nas relações EUA-México quando cumprimentou Lopez Obrador, mas prometeu que a Administração norte-americana liderada por Donald Trump valoriza os laços bilaterais.

Os dois países têm uma fronteira comum de quase três mil quilómetros e tradicionalmente coordenam a segurança e a imigração.

O México é o terceiro maior parceiro comercial dos EUA em bens de consumo. Os EUA compram cerca de oito por cento das exportações do México, desde automóveis, passando pelas frutas e legumes, até à cerveja.

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