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Líderes mundiais lançam Nova Agenda sobre Água 

Um painel de alto nível, reunindo 11 líderes mundiais e um conselheiro especial, lançou , em Nova Iorque (nos Estados Unidos da América), uma nova Agenda, pedindo uma mudança na forma como o mundo usa os seus recursos hídricos.
O documento, tem o título: “Faça cada gota contar: uma agenda de ação pela água”,  inclui uma série de recomendações para resolver a crise da falta de água.
O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, disse, ao receber a Agenda na sede da Organização, que “os líderes mundiais reconhecem que o mundo enfrenta uma crise de água e que é preciso reavaliar como se valoriza e gere” este recurso. Segundo ele, “as recomendações do painel podem ajudar a proteger os recursos hídricos e tornar a água potável e condições sanitárias uma realidade para todos.
O documento alerta que 700 milhões de pessoas, em todo o mundo, correm risco de serem deslocadas, devido à falta de água até 2030.
Participaram na elaboração da Agenda, líderes da Austrália, Hungria, Jordânia, Holanda, Peru, Ilhas Maurício, México, Bangladesh, África do Sul, Senegal e Tajiquistão.
Em todo o planeta, 40 por cento (%) das pessoas são afectadas por falta de água e mais de dois bilhões bebem água insegura para consume, enquanto 4,5 bilhões não têm acesso a serviços sanitários.
O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, afirmou que “os ecossistemas em que a vida se baseia estão todos em risco, devido à forma como a água é usada”.
Os autores da Nova Agenda pedem que se duplique o investimento em infra-estruturas relacionadas com a água, em cinco anos. Segundo eles, “são necessárias abordagens inovadoras para tornar estes investimentos mais atractivos e resistentes a desastres naturais”.
Em carta aberta, os membros do painel destacam que a água “é um dos maiores riscos globais para o progresso económico,  paz e segurança, erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável”.
Em todo o mundo, 80% da água usada é devolvida ao meio ambiente sem ser tratada. Quase 90% dos piores desastres naturais humanitários, desde os anos 90, estiveram relacionados com a água, nomeadamente, com cheias e secas.

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