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Ilha Brava: POSER “melhora vida” das famílias

Programa já financiou 36 projectos, sendo 26 na área das actividades geradoras de rendimento, e as restantes no domínio social.   

POSER (Programa de Promoção de Oportunidades Sócio-Económicas Rurais) contribuiu para a “melhoria das condições de vida” de muitas famílias bravenses.

A avaliação é da responsável da Comissão Regional de Parceiros (CRP) da Ilha Brava, Margarida Fernandes, para quem, “o melhor benefício e sinal de mudança” são notadas nas famílias que se encontravam em situação de desemprego.

“Temos estado a ter algum sucesso, mas, ainda, notamos que há receio e muito medo dos potenciais beneficiários em aceitarem financiamentos. Receiam de que não são capazes, tendo em conta que há a questão do reembolso e do nosso reduzido mercado para actividades económicas que pretendem abraçar, de acordo com as suas vocações e saber-fazer”, sustenta Fernandes.

Os sectores mais procurados, e tidos “como o motor de desenvolvimento” da Brava, são a pesca, agricultura e pecuária. “Pena é que temos muitos constrangimentos, a começar pela escassez da água e de terreno para a prática de agricultura”,  aponta Fernandes, para notar que, falta, também, “a união e o espírito empreendedor no seio dos pescadores e criadores” de gado.

Além destes constrangimentos,  há, ainda, “o factor emigração”, que “contribui para o desinteresse” das pessoas “em investirem ou em terem algo seu”.

Mas não é só isso. “Os transportes, também, muitas vezes, condicionam os projectos do POSER”, realça, notando que, em respeito à filosofia do Programa, contemplam as pessoas do meio rural, sobretudo jovens, mulheres desempregadas, e portadores de algumas doenças crónicas.

O POSER já financiou 36 projectos, sendo dez na área social, beneficiando várias famílias, designadamente: com ligações de água domiciliária e melhorias das casas de banho.

“Os restantes 26 cobriram actividades geradoras de rendimento (AGR), com um sucesso de 85 por cento”, garante Margarida Fernandes, para defender “um maior engajamento dos beneficiários nas suas formas de pensar e de encarar as AGR”, a par da “reeducação financeira e da redefinição de estratégias”.

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