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Desporto

2015 foi o melhor ano desportivo para Cabo Verde

O ano está a terminar e para posteridade ficam os feitos inéditos a nível desportivo em Cabo Verde. O ano fica marcado pelas presenças de várias seleções nacionais em competições internacionais, ainda que afectadas por questões de ordem logística e financeira. Entretanto, o destaque está no domínio paralímpico, com Márcio Fernandes, a colocar estas ilhas num tal pódio, pela primeira vez.

2015 começou com a da seleção de futebol cabo-verdiana ao CAN 2015, em Janeiro. A competição realizou-se na Guiné Equatorial, sendo essa a nossa segunda participação consecutiva, numa fase final de um campeonato africano de seleções. Cabo Verde não foi, todavia, além da fase de grupos. Os “Tubarões Azuis” empataram os três jogos: frente à Tunísia (1×1), RD Congo (0x0) e Zâmbia (0x0). A seleção cabo-verdiana ficou assim pelo caminho, pois, apesar de estar em igualdade pontual com a RD Congo, esta tinha mais golos marcados.

Já em Junho, Cabo Verde voltaria a entrar em campo frente a São Tomé e Príncipe. O jogo, a contar para o grupo F de qualificação para o CAN 2017, realizou-se no estádio nacional, o já mítico “Shark Arena”. Os cabo-verdianos aplicaram a maior goleada de que se tem registo na sua história, 7 x 1, face a um STP que muito tem que evoluir.

Já na segunda jornada de qualificação para a mesma competição, Cabo Verde viria a derrotar a Líbia (2×1). Em Novembro os “Tubarões Azuis” deslocam-se ao Quénia, de onde saíram derrotados (1×0). Desta feita, a partida era relativa à qualificação para o Mundial 2018 na Rússia. Entretanto, volvidos alguns dias, Cabo Verde dava volta, vencendo o Quénia, no “Shark Arena”, 2-0.

“TUBARÕES MARTELO” VOARAM NO AFROBASQUET

A imagem da seleção de futebol, a de basquetebol, esteve na mais alta competição africana da modalidade. Tunísia foi o país anfitrião da 27ª edição do Afrobasket, que arrancou a 19 de Agosto. Cabo Verde atingiu o pleno nos três primeiros encontros, frente à Costa do Marfim, à Argélia e ao Zimbabué. Já perante o Gabão, não pôde dar uma boa réplica.

O figurino do Afrobasket revelou-se um tanto ou quanto caricato e confuso, sendo alvo de várias críticas. A Cabo Verde coube ainda disputar um último jogo, perante os Camarões, de onde saiu derrotado e conquistando, assim, um modesto décimo lugar.

ANDEBOL BEM REPRESENTADO NO IHF TROPHY

Em Outubro, a Bulgária acolheu a fase intercontinental do IHF Trophy e Cabo Verde fez-se representar pela sua seleção sub21 de andebol. A turma crioula foi representar África, após ter vencido as fases de zona, disputada no Mali em 2014, e a continental na Etiópia em Agosto.

Cabo Verde teve pela frente seleções como a Colômbia, Ilhas Faróe, Taiti e Uzbequistão. O combinado nacional ganhou os encontros frente à Colômbia e ao Uzbequistão, já frente às Ilhas Faroé e ao Taiti a história foi outra. Contudo, Cabo Verde terminou a competição em segundo lugar.

MÁRCIO “LANÇOU” CABO VERDE NO MAPA

Por muitos considerado o maior momento desportivo de Cabo Verde, foi a conquista da primeira medalha de ouro de Cabo Verde nos paralímpicos, por Márcio Fernandes. A proeza foi conseguida no lançamento de dardo, no campeonato do mundo de Doha (Qatar), batendo assim não só o próprio recorde, como o africano, com a marca de 56, 24 metros.

O atleta, que já se encontra qualificado para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016, foi distinguido em várias galas realizadas em território nacional. Uma das maiores distinções foi a de personalidade do ano, atribuída pela Direcção-Geral do Desportos de Cabo Verde.

DENTRO E FORA

No futebol, a nível interno, o norte do país posicionou-se uma vez mais no topo. O Mindelense conquistou o campeonato Nacional pela terceira vez consecutiva e a ilha de São Vicente levou a melhor no Inter-ilhas. Já a nível do basquetebol, a formação do Bairro sagrou-se campeã nacional e representou o país na liga dos campeões africanos em Dezembro último. Entretanto, ficou no oitavo posto, mas com um dos seus atletas, Fidel Mendonça, a conquistar os títulos de melhor pontuador, melhor em lançamento de três pontos e a integrar o cinco ideal da prova.

O LADO MENOS BOM

As conquistas das seleções de Cabo Verde têm estado a acontecer num ritmo que a tutela do desporto nacional não consegue acompanhar. Uma questão que precisa ser revista tem a ver com a logística para sustentar as participações das seleções em certames internacionais.

Um dos exemplos mais claros é o da seleção de basquetebol, com constrangimentos, atrás de constrangimentos, por causa de dívidas para com o organismo que rege o basquetebol africano (FIBA-África). Quem acabou por sofrer as consequências foi a seleção B de basquetebol, impossibilitada de participar nos jogos africanos em Congo Brazzaville, no mês de Setembro.

As chefias desportivas “negligenciaram”, até certo ponto, a ida dos sub21 de andebol à Bulgária para participarem no IHF Trophy. Conseguir os vistos e passaportes para alguns jogadores foi algo complicado. Graças à intervenção, solicitada, da Ministra, Fernanda Marques, os vistos foram conseguidos a última hora.

Outro caso que fez correr muita tinta e que se tornou público em Novembro foi a questão dos sete meses de salário atrasados do selecionador nacional de futebol, Rui Águas. O mediatismo que o caso ganhou fez com que fosse solicitada, uma vez mais, a intervenção do governo. Este último mostrou-se disponível para resolver o problema, que também era responsabilidade da Federação Portuguesa de Futebol.

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