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Opinião

De olho nas eleições

John Rodrigues
A realização da eleição para o Grupo Consultivo das Comunidades, na Holanda a 20 de Dezembro de 2015 é um acto crucial para a comunidade Cabo-verdiana, por vários motivos. Primeiro, porque é pela primeira vez que se realiza uma eleição do género na Holanda. Em segundo lugar, este cenário eleitoral está a viver e ganhar cada dia mais um clima marcadamente político, à semelhança do que tem estado a acontecer com as eleições políticas em Cabo Verde.
Duas listas apenas (A e B) vão a disputa para esta eleição, utilizando cada uma as suas armas e estratégias nas campanhas eleitorais com reuniões sistemáticas, mobilizando os seus eleitores a tentar convencê-los da boa intenção da sua respectiva lista.
Trata-se, pois, de uma eleição importante onde se vai eleger pela primeira vez na comunidade Cabo-verdiana na Holanda, um conselho consultivo, que, como se pretende, venha a ser um porta-voz à altura das exigências do nível de intervenção que se espera dele. Não se trata pois, de um processo de eleição à porta fechada para a escolha de membros dos orgãos de uma fundação, associação ou para qualquer tipo de sector ou estrutura partidária, que, muitas vezes só prometam conversa fiada, sempre com vários constragimentos pelo meio. É de se referir aqui que a lista B, que hoje se apresenta, resultou de uma aposta consensual devidamente partilhada. Uma lista diversificada entre mulheres e homens que manifestaram desde a primeira hora a sua intenção de tomar parte de uma lista plural, com pessoas de diferentes sensibilidades sociais e políticas. Uma lista que propõe um projecto de dignificação técnica e profissional em defesa das comunidades e dos seus interesses.
Juntamos pessoas que já fazem a diferença na sua área de actuação no seu bairro, na área da cultura, do desporto, do lazer, do entretenimento e na sua própria vida profissional. São pessoas que já fazem a diferença e que se unem em torno de um projecto para que essa diferença se transforme em desafio, elegendo um porta-voz forte, independente e apartidário. A lista B é uma lista para todos. O lema da lista B é e será uma lista de todos e para todos! No entanto, não é necessário grande esforço para perceber a grande diferença entre as duas listas concorrentes. É recomendável olhar com cautela para as opiniões que são tornados públicos, sem nos deixarmos enganar por “conversinhas à meia- boca” que mais parecem talhadas para seduzir o eleitorado.
Apelamos a todos os agentes políticos-partidários, às instituições e às estruturas políticas Cabo-verdianas na Holanda que se abstenham de se interferir neste processo eleitoral, de forma a que esta eleição decorra normalmente, num clima de respeito, dentro do quadro legal e sem constragimentos.
A nossa lista B propõe fazer uma gestão altamente profissional sob o ponto de vista administrativo, garantindo isenção e imparcialidade na sua acção. A nossa postura será de rigor e de ética, baseada numa perspectiva responsável.
A nossa lista B sendo uma lista aberta, continua aberta e disposta a eventuais debates nos orgãos de comunicação social da Holanda, de forma a  informar aos eleitores sobre o papel deste orgão, mas sobretudo demonstrar a nossa intenção baseada na responsabilidade, disponibilidade, competência, diálogo e imparcialidade.
A nossa lista B acredita nas suas opções e nas suas escolhas e não em mensagens vagas, nomedamente de cariz político-partidário.
A apresentação da lista B acontecerá no domingo, dia 13 de Dezembro, na Casa da Cultura, edifício do Consulado-Geral da República de Cabo verde, em Roterdão, entre as 15h00 e as 18h00.

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