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Saúde

São Filipe: Terreno para construção de igreja torna-se foco de doenças

Um terreno para a construção de uma Igreja, na Achada São Filipe, Praia, está abandonado desde Fevereiro deste ano e, com as chuvas, encheu-se de água e tornou-se num foco de doenças. É uma escavação enorme que fica em frente do condomínio Vila Norte e de espaços comerciais. Há crianças que entram para se banharem na água, e ninguém consegue falar com os responsáveis da obra.
A escavação foi feita em Fevereiro passado, e desde então, ficou abandonada, sem a proteção adequada nem placa de identificação da obra. Sabe-se que é para a construção de uma nova Igreja católica em Achada São Filipe, mas “ninguém” consegue falar com os responsáveis, neste caso a Diocese de Santiago. Contactada também por este jornal, a Câmara Municipal da Praia (CMP) não se prenunciou sobre o assunto.
Os moradores do condomínio Vila Norte e dos arredores da escavação, estes, dizem-se “preocupados” com a situação. Desde logo porque, com as chuvas, as crianças entram para se banharem na água ali depositada, que se tranformou num “atendado à saúde pública”. “É uma pequena barragem, ainda não inaugurada pela CMP, à frente da minha casa”, ironiza Sara Spínola, moradora do condomínio Vila Norte.
Sara Spínola condena o facto de, para além de a escavação não ter vedação com segurança, placa a identificar a obra, também obstruiu por completo o escoamento de águas residuais. “Agora o meu prédio tem uma piscina à frente com lavas, mosquitos, sapos, etc. Não se pode e nem se deve abrir um buraco à frente de um condomínio por mais de nove meses e nada fazer. Há pessoas que até fazem necessidades fisiológicas alí, deitam lixo e animais mortos na escavação”, denuncia num tom indignado.
Esta moradora lembra que, aquando do início da escavação do terreno, houve um dia em que se começou a escavar antes das sete horas da manhã e os moradores tiveram de chamar a Polícia. “A Polícia teve de mandá-los parar, pois as obras começam a funcionar às oito horas e não de madrugada. Sempre que acontece algo, vem um padre, um sacristão e uma pessoa da CMP. Olham e vão-se embora”, conta a nossa interlecutora.
Para terminar, Sara Spínola afirma que nunca ninguém deu a cara para explicar nada aos moradores e nem para resolver a situação que se agravou depois das fortes chuvas deste ano. “Este problema arrasta-se desde o início de 2015 e, neste momento, a escavação é um potencial foco de doenças”, conclui.
 
 
 
 

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