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Sociedade

Perla Negra: sentença conhecida no dia 20 de Novembro

O Juiz Antero Tavares decidiu marcar essa data, depois de, nesta quarta-feira, ter ouvido as alegações do Ministério Público, dos advogados de defesa e dos últimos pronunciamentos de cinco dos seis arguidos, isto, porque, o sueco Patrick Komarow não quis pronunciar -se, ele que desde início remeteu-se ao silêncio, nem mesmo nessa última oportunidade.
Os outros decidiram reafirmar a sua inocência, e Ariel foi o primeiro a fazê-lo através da leitura de um documento, em que critica algumas acções da Polícia Judiciária, inclusive de não terem apresentado no processo alguns objectos pessoais que lhe tiraram no dia da sua detenção. Alexandre Borges por sua vez disse que quando vinha no caminho da Baía não vinha com mais nenhum carro na sua companhia e repisou sobre o facto de não saber que o que havia nos sacos era droga, mas sim pensava ser whisky.
Juan Bustus e José Villalonga afirmaram que estiveram em Cabo Verde a trabalhar de forma honesta e que nunca estiveram envolvidos em caso de droga e nem associação criminosa. Com os mesmos argumentos Carlos Ortega contou que todas as vezes que veio a Cabo Verde foi somente de férias e que nem tem o domínio nem do português, nem do crioulo.
Declarações que tentavam contrariar a posição do Ministério Público que na parte de manhã pediu ao Tribunal que todos os arguidos fossem condenados a penas não inferiores a 18 anos de prisão, respondendo aos crimes de tráfico de droga de alto risco, associação criminosa, lavagem de capitais e porte de armas. Para sustentar a sua acusação, o MP através do procurador Vital Moeda mostrou que os elementos vinham sido investigados meses antes e comprovou-se as ligações telefónicas feitas entre estes, também que alguns deles estiveram no Brasil para negociar a compra da droga, a própria embarcação “Epinicios” também lá esteve, avançou até com as datas. Por fim, Vital Moeda, que antes a título informativo mostrou que a droga poderia render ao grupo mais de 25 milhões de euros, pediu que todos os bens apenhorados sejam declarados a favor do Estado de Cabo Verde.
Quanto aos advogados de defesa , todos tentaram deitar por terra os argumentos de associação criminosa e lavagem de capital, contestaram ainda a penhora de bens que como dizem foram adquiridos antes da apreensão da droga. Também afirmaram estar muito coisa “errada” no processo de condenação que “impediu que a defesa fizesse o seu trabalho”. No entanto, estão conscientes que não se pode negar que Alexandre “Xand Badiu” Borges, Ariel Benitez e Patrick Komarow foram encontrados na posse de droga , mas ainda assim pedem que sejam condenados somente por esse facto, posse de droga. Quanto aos outros pediram que fossem absolvidos.
 

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