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Sociedade

Agressão Policial: Irmãos Edson e Azumir vão ser recebidos por Marisa Morais

Os irmãos Edson e Azumir Lopes, que alegadamente foram agredidos por agentes da Polícia Nacional (PN), vão ser ouvidos pela ministra Marisa Morais. Tudo aconteceu na madrugada de 13 de Setembro passado, quando supostos agentes deixaram os dois cidadãos com as pernas partidas, ferimentos e hematomas no corpo. Revoltados, os dois irmãos clamam por justiça.
O caso aconteceu a 13 de Setembro passado, pelas cinco horas da manhã, na discoteca Zero Horas, na Achada Grande Frente, Praia, quando Edson Lopes foi confrontado por um indivíduo que não terá gostado da forma como o olhou, e agarrou-lhe pela camisa. De seguida, outro indivíduo terá esbofeteado Edson publicamente.
“Correspondem pelo nome de Tchuna e Ulisses. São agentes da Polícia, mas na altura encontravam-se à paisana. Fui esbofeteado e o meu irmão interveio perguntando por que estavam a bater-me. Depois chegaram mais quatro policiais, seguranças da porta da discoteca, e pensei que iriam manter a ordem, mas nada disso. Juntaram-se aos dois indivíduos, e passaram a bater também em nós até eu perder os sentidos. Fomos arrastados publicamente até à zona do aeroporto, onde nos agrediram com tacos de basebol e desmaiei novamente”, relata Edson Lopes.
Edson e Azumir Lopes dizem não terem antecedentes criminais e nem conheciam os agentes da PN, que, no momento, não se identificaram como sendo policiais. “Sou pintor de profissão, pai de três filhos menores, com residência fixa, e o meu irmão, Azumir, reside na ilha do Sal onde trabalha. Nunca tivemos de responder a uma esquadra policial ou ao tribunal. Somos dignos chefes de família, mas agora não conseguimos trabalhar porque temos as pernas partidas”, lamenta Edson Lopes.
Audiência
Revoltados com a situação, os irmãos Lopes solicitaram uma audiência à ministra da Administração Interna, Marisa Morais, para “exporem os seus sentimentos, revoltas e preocupações, face à esse acontecimento, pedindo a intervenção das autoridades para que o caso seja averiguado e que a justiça seja feita, valendo o direito à vida, à liberdade e à segurança social”. “Além disso”, acrescenta um dos dois, “os policiais disseram que têm carta-branca do Governo para bater nas pessoas. Queremos saber se isso é verdade”.
Ana Lopes, advogada dos dois cidadãos, admite que estão a ser tomadas todas as medidas para que o caso não caia no esquecimento, como vários outros que já aconteceram no país. Por isso, segundo a advogada, “será feito o necessário para que justiça seja feita, esteja ela de que lado estiver”.
Contactada por este jornal, Marisa Morais prefere não prestar declarações sobre esse assunto, dizendo que a investigação está sobre alçada do Direcção Nacional da Polícia Nacional (DNPN). Mas essa governante adiantou que vai ouvir Edson e Azumir Lopes e que no fecho do processo, se se confirmar o sucedido, serão tomadas as “devidas medidas”.
Contactado também pelo A NAÇÃO, o comissário da PN e comandante da Esquadra de Investigação e Combate à Criminalidade (EICC) da Praia, José Brito Lima, diz que, de momento, só pode adiantar que “o caso está sob investigação e em processo de averiguações”.
Edson e Azumir Lopes permanecem em casa, onde recuperam das pernas partidas, dos ferimentos e dos hematomas provocados pelas agressões dos agentes da Polícia Nacional.
 

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