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Economia

Cabo Verde pode ser “porta-aviões” para investimento em África

O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa considera que Cabo Verde pode transformar-se num “grande porta-aviões” para o investimento europeu e americano em África, por causa da sua localização geoestratégica”.
Costa fez estas declarações esta terça-feira 22, na cidade da Praia, durante a abertura da conferência internacional sobre as “Novas Abordagens da Regulação e da Supervisão na Mitigação de Riscos”, promovida pelo Banco de Cabo Verde (BCV), no âmbito da comemorações dos 40 anos da sua fundação.
Aquele responsável defende que Cabo Verde tem que continuar alinhado com as melhores práticas quer normativas e de supervisão. E assim continuar a ser um país exemplar do ponto de vista americano e europeu. Deste modo para conseguir uma maior atração de todos que fazem ou almejam fazer o comércio e financiamento em África. Uma vez que passam a ver o arquipélago como uma praça financeira que está acima de qualquer suspeita.
Carlos Costa sublinha que há sempre custos porque quem procura benéficos normativos vai perder. Mas, em contrapartida, “quem nunca pensou trabalhar a partir de Cabo Verde, provavelmente vai saber que é melhor passar a fazer isso a partir deste arquipélago. Se tiver um reconhecimento mútuo e um quadro de supervisão adequado, do que estar a trabalhar num país cuja a legislação gera dúvidas. E naturalmente é motivo de grande receio”.
Por isso, Carlos Costa defende que todos países da língua oficial portuguesa devem adoptar as melhores práticas normativas e de supervisão. Até porque, o “grande risco” que se coloca aos países menos desenvolvidos está relacionado com a exclusão financeira.
“Muitos destes países são excluídos da comunidade económica internacional por não respeitarem aquilo que são padrões mínimos. Ora tudo está nas mãos do legislador que faz as normas, e do banco central que as impulsiona, mas, também, tem que estar nas mãos da população que deve perceber que é do interesse próprio, que essas regras sejam respeitadas”, conclui.
SM

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