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Cultura

Fotógrafos e dançarinos reúnem-se em projecto “Korpsidadi”

O bailarino e coreógrafo Djam Neguin lançou um desafio a colegas de profissão e fotógrafos para o projecto Korpsidadi, que resultou num trabalho onde o corpo se encaixa em harmonia com a cidade, através da dança.
Segundo Djam Neguin, o objectivo de, “Korpsidadi”, era o de “criar uma interdisciplinaridade entre a dança e a fotografia”.
Os trabalhos foram realizados em grupo de dois (um fotógrafo e um dançarino). “Os interessados foram sorteados e desafiados a desenvolverem uma sessão ‘corpográfica’ que tivesse apenas como epígrafe a ‘ressignificaçao do espaço escolhido através do corpo, do movimento e, claro, do ‘click’ fotográfico. O espaço e tema ficaram de total liberdade e escolha dos envolvidos”, diz Djam Neguin.
As cinco duplas foram formadas pelo português Tó Gomes (fotógrafo) e Rosy Timas (bailarina) buscaram o equilíbrio dos 4 Elementos (água, ar, fogo e terra) sintonizado com o – Dia e Noite – numa sessão com movimentos coreográficos na praia da Gamboa. O jovem cabo-verdiano Cristiano Barbosa (fotógrafo) e Djam Neguim (bailarino) foram pelo projecto Homem Capa versus Super Window, o holandês Sjor Massar (fotógrafo) e Young Dancer Krump (bailarino) com projecto Framed, o poortuguês Pedro Moita (fotógrafo) e Bety Fernandes (bailarina) com A Fortaleza e o cabo-verdiano Eneias Rodrigues (fotógrafo) com B-boy Matxu (bailarino) em Korpsidade.
O desafio terminou com muitas fotografias que harmonizaram “em perfeição” com os elementos lançados pelo promotor da ideia, com a dança coreografada, sua paixão, a sobressair. “A começo a proposta não era totalmente voltada para a dança em si, mas sim para o corpo, como nos revela o título. A escolha acabou por recair sobre os bailarinos pois eles detêm uma certa consciência e relação espacial que possibilita várias abordagens”, diz ainda Djam Neguin.
O bailarino e coreógrafo diz ainda que este projecto é um ensaio artístico onde se define a cidade como um espaço de corpos. “ Como se pode observar nas fotos, o corpo ressignfica o espaço, modifica, transforma, enfim. E isso acontece a todo o instante só que nós não temos essa noção no dia-a-dia. E o que é uma cidade senão espaço de corpos? Assim, este projecto é apenas um ensaio artístico”.
Com o Korpsidadi o promotor quer mostrar ainda o “potencial criativo” que existe assim como “nossas próprias artes e vidas”.
As fotos do projecto podem ser encotradas nas páginas de rede social facebook de cada um dos elementos. CG

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