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Economia

Clientes acusam Caixa Económica de descaso

Clientes da Caixa Económica de Cabo Verde utilizadores do cartão Vinti4 e ATM’s estão descontentes com as falhas e anomalias verificadas no sistema. Alguns dos visados contam que viram subtraídos dinheiro das suas contas e, apesar de terem apresentado reclamações, junto do banco e da SISP (Sociedade Interbancária e Sistemas de Pagamento), o problema continua por resolver.
Clientes da Caixa Económica (CECV) mostram-se indignados com algumas irregularidades verificadas nas suas contas, designadamente movimentos suspeitos, que passam por retirada de dinheiro, ou ainda situações em que, ao levantarem dinheiro nos ATM’s, o sistema não lhes apresenta todo o montante solicitado. E, apesar das reclamações, tanto junto da CECV como da SISP, não obtiveram a resposta favorável.
Yara Sousa é uma das lesadas que, cansada de esperar e assistir ao “passa bola” entre a Caixa e a SISP, procurou o A NAÇÃO para denunciar o que considera “uma roubalheira” e “descaso” por parte das duas entidades. Conforme relata, em Maio passado, em três operações, efectuadas num espaço de cinco dias, foram-lhe subtraídas 31 mil escudos da sua conta, na Caixa. E, passado dois meses, apesar das diligências, nem o banco, nem a SISP e nem a Polícia Judiciária conseguiram identificar o suspeito e muito menos repor o dinheiro em causa.
“Ninguém assume a responsabilidade do que me aconteceu, apenas ouço a conversa de que o infractor vai ser punido e o dinheiro reposto. Sei de várias outras pessoas, que utilizam os serviços da SISP, que passaram pela mesma situação, mas não reclamam. Quero o meu dinheiro de volta”, sublinha. “Que provem que fui eu, ou alguém da minha confiança, que mexeu no minha conta”.
Paulo Castro é um outro cliente da CECV que revela que lhe foram subtraídos da sua conta 16 mil escudos, em Fevereiro passado. Segundo relata, ao contactar o banco, foi informado que o movimento foi feito nos Estados Unidos, sem identificar contudo quem o praticou. Na altura foi-lhe dito também que a situação seria resolvida em 45 dias; porém, passados seis meses, apesar de várias diligências, o problema também não foi resolvido. “Isso não deixa de ser um roubo por parte do banco, a quem confiei o meu dinheiro. Basta imaginar o número de pessoas que passam pela mesma situação e que não denunciam”, conclui.
Reacção da Caixa
Contactada pelo A NAÇÃO, sobre o assunto, a administração da CECV limitou-se a dizer que, por estar sujeita ao cumprimento da lei sobre o sigilo bancário, o banco “agradece a todos os seus clientes que tenham questões a colocar relacionados com os produtos e serviços que lhes foram oferecidos pela Caixa, o favor de contarem directamente seus balcões ou serviços centrais, ou ainda, através da Caixanet”.
SISP lava as mãos
Por seu turno, o director-geral da SISP, Antão Chantre, afirma que a entidade que dirige não se responsabiliza pelas falhas e irregularidades registadas nas contas dos utentes da rede. “Cabe aos bancos, nesse caso, tomar as devidas medidas, ou seja, usar o procedimento interno do banco. O cliente portador do cartão não é um cliente directo da SISP, mas sim cliente do banco”, sustenta.
De acordo com Chantre, o cliente é portador de um cartão Vinti4 e o respectivo PIN, que lhe é atribuído mediante a assinatura de um contrato com o banco, segundo regras que o obrigam a proteger o cartão e o PIN. Até porque o PIN é essencial para validar a transação, dado que a SISP só aceita transação em “real time”, ou seja: “com um cartão e com o PIN”.

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