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Política

Cristina Duarte promete prestar contas ao Parlamento sobre gastos da sua campanha à presidência do BAD

A ministra das Finanças e do Planeamento, Cristina Duarte prometeu hoje que vai prestar contas ao Parlamento sobre os gastos da sua campanha à presidência do BAD (Banco Africano de Desenvolvimento), recusando-se fazê-la na comunicação social.
“As deslocações e estadias é uma rúbrica do orçamento do Ministério das Finanças, e esta governação tem-se pautado por uma prestação milimétrica das contas a quem de direito, que é o Parlamento”, disse a ministra indicando que essas despesas serão objectos de uma prestação de contas ao Parlamento, e quando o Ministério das Finanças prestar as do primeiro trimestre de 2015, estarão também justificadas no relatório.
Cristina Duarte que falava em declarações à imprensa à margem do workshop sobre a reforma do Imposto Único sobre o Património (IUP), promovido pelo Ministério das Finanças e do Planeamento e do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, garantiu que a realização dessas despesas, seguiu “exactamente a execução de qualquer despesa do orçamento”.
Por outro lado, a ministra das Finanças explicou que a comunicação social “não é o sítio nem canal” para esclarecer este assunto, já que o país tem um quadro institucional “consolidado” e um quadro jurídico “claro” em termos de prestação de contas que será utilizado, tendo sublinhado que as despesas feitas foram “cabimentadas, liquidadas, autorizadas, verificadas e pagas”.
Cristina Duarte refutou ainda as críticas feitas em relação ao custo da sua campanha, realçando que, se as pessoas consideram que o único aspecto importante na referida campanha tenha sido a contribuição que o Orçamento do Estado deu para o processo, é porque “acreditam profundamente que Cabo Verde não deve ambicionar”.
“Conseguimos mobilizar muitos apoios logísticos e financeiros, mas quando se ambiciona algo e pretende-se atingir algo, necessariamente tem que se investir um pouco, e no caso de Cabo Verde porque não temos muito, mesmo assim temos de investir em termos de alguns recursos”, justificou.
Concernente à candidatura, Cristina Fontes Lima disse que foi um “grande desafio” e que apesar de ter perdido a eleição, que Cabo Verde ganhou em “visibilidade e em credibilidade”, através da apresentação do programa e da agenda da candidatura, no qual foi difundida a experiência e o percurso do arquipélago no ano do 40º aniversário da sua independência.
Na eleição realizada no passado 28 de Maio à margem da realização da 50ª Assembleia anual dessa instituição financeira, que decorreu em Abidjan, capital da Costa do Marfim, Cristina Duarte ficou em terceiro lugar com 10,27 por cento dos votos, tendo o nigeriano Akinwumi Adesina eleito para a presidência do BAD com 58,10 por cento dos votos expressos.
Oito candidatos concorreram à presidência do BAD, nomeadamente Akinwumi Adesina, Sufian Ahmed da Etiópia, Jaloul Ayed da Tunísia, Kordjé Bedoumra do Chade, Cristina Duarte, Samura Kamara da Serra Leoa, Thomas Sakala do Zimbabué e Birama Boubacar Sidibé do Mali, tendo a candidata do arquipélago permanecido sempre estável nas cinco rondas de triagem que antecederam o escrutínio final.

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