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Cultura

Fotógrafo ameaça processar ASA por causa de foto de Cesária Évora

Eric Mulet, fotógrafo francês que mais captou imagens de Cesária Évora, está irritado com a ASA, empresa de nacional de Aeroportos e Segurança Aérea. O motivo é a colocação de uma foto de Cize, captada por Mulet, no Aeroporto de São Vicente, sem o seu consentimento. A ASA diz-se disposta a negociar.
O nome de Cesária Évora foi atribuído ao aeroporto de São Vicente em Março de 2012 e, entre outras modificações decorativas, o átrio dessa infraestrutura passou a ostentar fotos da diva dos pés descalços. Destas, há uma da autoria de Eric Mulet, fotógrafo francês que mais captou imagens de Cize, estabelecendo com ela uma relação de amizade. Tanto assim que era carinhosamente chamado, por ela, de “Gongon”.
“A ASA nunca pediu o meu consentimento. Desde que vi a foto, já enviei três ou quatro cartas para resolver o assunto, mas ainda não tive qualquer resposta”, diz Eric, que, por causa da amizade com Cesária Évora, decidiu mudar-se para a cidade do Mindelo, onde vive há alguns anos.
“A minha advogada e o Djô da Silva estão em contacto com os responsáveis da ASA, mas, mesmo depois desses três anos, ainda não recebi nada em concreto. Se continuar assim vou ter de levar o processo ao Tribunal”, avisa.
Contactada, através do assessor jurídico da empresa, José António Moreno, a ASA esclarece que houve um lapso no tratamento do assunto. “O que aconteceu foi que contratamos uma empresa que ficou encarregue de todo o processo de embelezamento do aeroporto de São Vicente, inclusive da colocação das fotos. Contudo, não sabíamos que essa empresa não se tinha preocupado com a questão autoral das fotografias que entendeu utilizar”, explica José Moreno, com a consciência de que bastava colocar o nome do autor das fotos para parte do problema ter ficado resolvido.
Ainda conforme o referido jurista, desde que a ASA foi abordada pela advogada de Eric Mulet, a empresa mostrou-se aberta a conversar sobre o assunto, tendo em conta que tem consciência da importância do direito autoral de qualquer obra. “Inclusive, solicitamos uma proposta que só foi respondida tardiamente. Mas agora já temos uma contraproposta que iremos enviar e resolver o problema”, espera.
Ciente de que a única intenção era de prestar uma homenagem e o devido atributo à diva dos pés descalços que tanto fez por Cabo Verde, José Moreno assegura que a ASA se mostra disposta a resolver esse contencioso fora das barras dos tribunais.
 
 

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