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Sociedade

Primeira-dama considera que o desenvolvimento da África passa por maior envolvimento das mulheres nos centros de decisões

A primeira-dama, Lígia Fonseca, considerou hoje que o desenvolvimento da África “está mais lento”, pelo facto de haver “muitas mulheres” ainda fora do desenvolvimento dos centros de decisão e dos benefícios”.
Ao amadrinhar o lançamento da uma campanha global de sensibilização para o potencial sub-utilizado das mulheres no sector da energia (Standtall),  Lígia Fonseca manifestou hoje a sua disponibilidade para divulgar esta iniciativa e apela para um financiamento facilitado para que as mulheres empresárias possam investir nestas tecnologias.
Promovida pela CEDEAO e o Centro de Energias Renováveis e Eficiência Energética (ECREEE), a iniciativa tem um papel fundamental no processo de erradicação da pobreza energética e no desenvolvimento sustentável de suas comunidades.
Lígia Fonseca revelou ter especial atenção para as questões da igualdade e equidade do género por estar convencida que só se pode ter “um mundo melhor”, quando conseguir uma participação igual e equitativa de homens e mulheres em todos os sectores da vida humana, quer no dia-a-dia, quer a nível das decisões políticas.
Disse que a situação em Cabo Verde difere do resto da África, mas que as mulheres ainda se sentem dificuldades no acesso à formação e educação para um sector considerado tão importante como as energias renováveis e eficiência eléctrica.
Afirmou que Cabo Verde tem objectivos superiores à  meta traçada pela CEDEAO, uma vez que, segundo indicou,  o arquipélago tem um plano para estar a 100 por cento com energias renováveis em 2020, mas que se torna necessária capacitar mais as mulheres e sensibilizar a participação da camada feminina para este sector.
Lígia Fonseca sublinhou a importância das mulheres, sobretudo a camada jovem, de participar no processo do desenvolvimento do sector energético, com vista a trabalhar para “uma iniciativa eficiente”, sem muitos preconceitos, com alguns conhecimentos e ousadia de propor novas soluções.
Esta iniciativa, lembrou a primeira-dama, foi lançada em boa hora, uma vez que Cabo Verde inaugurou, na semana passada,  o Centro de Energias Renováveis e manutenção Industrial, vocacionado especificamente para a formação em energias renováveis e manutenção das unidades industriais.
Pretende-se com a campanha global Standtall, que homens e mulheres se juntem para  aumentar a conscientização sobre o problema e reforçar a necessidade de mudança desse status quo.
O lançamento oficial desta campanha realizou-se nas instalações da ECREEE, em Achada Santo António, onde o director-executivo deste organismo, Mahama Kappiah, enalteceu as vantagens de se investir nas energias renováveis com a mulher no centro das decisões.
Fonte: Inforpress

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