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Acordo Ortográfico: Ministro da Cultura diz que Cabo Verde não irá entrar em nenhuma “polémica” a esse respeito

O acordo já foi ratificado pelos parlamentos nacionais do Brasil, Portugal, Timor-Leste, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde.

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, disse hoje que Cabo Verde não irá entrar em nenhuma “polémica” por causa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Abraão Vicente que respondia à questão colocada pelo repórter da Agência Inforpress a esse respeito, sublinhou que este assunto “não está na agenda”, mas explicou, por outro lado, que “Cabo Verde está a seguir todos os trâmites” e que inclusive é um dos países que começou a implementação, sendo que parte da comunicação do Governo é feita respeitando o Acordo Ortográfico.

Entretanto, questionado se mantém o mesmo posicionamento quando defendeu em 2016 que “qualquer decisão relativa ao Acordo Ortográfico deve ter base científica e não resultar de opiniões de políticos transitoriamente nos cargos”, o governante lembrou que há o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), “que é o encarregado para o assunto”.

Defendeu, no entanto, que há “uma parte científica” e que esta é uma daquelas matérias onde Cabo Verde irá tomar “a linha da frente” dado que há grandes interessados como o Brasil e Portugal.

“Não iremos entrar em nenhuma polémica. (…) Eu creio que a devido tempo as entidades responsáveis irão fazer as declarações oportunas”, enfatizou.

O Acordo Ortográfico de 1990 tem sido adotado em ritmos diferentes nos Estados que integram a CPLP – Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa -, estando à frente desse processo Portugal e Brasil.

O acordo já foi ratificado pelos parlamentos nacionais do Brasil, Portugal, Timor-Leste, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde.

Em Moçambique, a norma aguarda ratificação pelo parlamento e em Angola não foi regulamentado ainda a nível governamental.

O acordo já tem o processo de adoção finalizado em Portugal, onde entrou em vigor a 13 de Maio de 2015, apesar da oposição de grupos da sociedade civil.

Inforpress

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