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“Investir na excelência da formação profissional no Turismo é o único caminho para qualificar o destino” – PCA da EHTCV

Desde que abriu portas, em Julho de 2011, a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV) já formou três mil jovens. Num exclusivo ao A NAÇÃO, Paulo Sequeira, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Escola, aponta uma taxa de empregabilidade que ronda os 73%.

Entre Julho de 2011, altura em que foi inaugurada, até ao passado mês de Julho de 2018, a EHTCV já formou três mil alunos em diferentes cursos. Sérgio Sequeira, PCA da escola, faz um balanço “extremamente positivo” destes sete anos de funcionamento, sobretudo pelo “feedback dado pelo sector privado”, que é quem absorve praticamente a mão de obra que sai desta escola.

A esse “feedback” do sector privado, que há muito vinha reivindicando a necessidade de se investir na formação dos recursos humanos, junta-se a média da taxa de empregabilidade no mercado de trabalho dos alunos formados na EHTCV, que é boa. “A nossa média de ingresso no mercado de trabalho é de 73%”, assegura. Porém, avança que já é altura de se “realizar novas medições” e “afinar os instrumentos”.

Na prática, como explica Sequeira, “quase” a totalidade dos alunos formados foi para estágio, mas o “turnover” no sector é considerado em função da taxa de ocupação e época do ano, tornando difícil ter um seguimento. “Esse trabalho já foi iniciado pela EHTCV para que nos próximos anos possamos ter esse importante indicador de qualidade da nossa formação”, avança.

Grande procura

A EHTCV surgiu numa altura em que haviam muitos projectos turísticos em carteira para Cabo Verde, mas esse responsável garante que a procura continua a ser “grande”, sobretudo, “em função de novas unidades hoteleiras (que abriram portas), das unidades em construção e em pipeline”.

Questionado sobre as vantagens de se tirar, hoje em dia, um curso de formação profissional e, especialmente, na área do Turismo, Sequeira aponta três razões.

“Primeiramente, a taxa de empregabilidade que os cursos têm, segundo o custo dos cursos e o tempo em escola e, por último, o reconhecimento do sector na qualidade da formação ministrada pela EHTCV, tanto a nível nacional como internacional”.

A oferta formativa desta escola é variada e vai desde cursos de Cozinha, Pastelaria, Restauração e Bebidas, passando por cursos de Gestão de Alojamento Hoteleiro, Guias e Animação Turística e Serviços de Andares e Lavandaria. Os três primeiros são aqueles que mais procura têm e cada curso tem um valor médio mensal de 10 mil escudos, de propina.

No seu entender, esta oferta formativa, está adequada às necessidades do mercado de trabalho. “Os cursos são desenvolvidos pelo Sistema Nacional de Qualificações em articulação com o sector em que estamos inseridos e respondemos às necessidades do mercado de trabalho pela auscultação directa e protocolos estabelecidos ao longo dos anos, o que nos permite ter informação actualizada de como adaptar e melhorar os nossos projectos pedagógicos”, clarifica.

Descentralização

A EHTCV conta actualmente com 217 alunos em formação e há já mais 100 que vão começar os seus cursos em Setembro. Alunos vindos de todas as ilhas, conforme tem sido prática. “A política de descentralização da EHTCV tem um modelo diferente, que passa por trazer os alunos de outras ilhas para o nosso polo tecnológico especializado em Santiago, permitindo a transferência de conhecimento e competências num ambiente tão próximo, quanto possível, da realidade”, argumenta.

No último ano, a escola recebeu alunos da Brava, Maio, Fogo, São Nicolau, Boavista e São Vicente, além do projecto “inovador” de Cooperação Sul – Sul com São Tomé e Príncipe. “Tivemos 60 formandos de São Tomé e Príncipe, sendo que 24 ainda estão cá e os restantes já estão em estágio ou a trabalhar”, explica Sequeira.

A residência estudantil, afecta à escola, veio facilitar essa descentralização e igualdade de acesso às formações, pois, neste momento, os alunos de outras ilhas são os principais beneficiários.

Apesar de bem sucedida, os desafios da instituição para o futuro são muitos e passam por “reforçar” as equipas com meios de “formação modernos e adaptados ao desenvolvimento do sector do Turismo”, não somente meios técnicos mas, sobretudo, pedagógicos. “O reforço será centrado ao nível da qualidade das nossas formações e em qualificar o nosso staff afecto”, perspectiva.

Gisela Coelho

*Esta reportagem integra um Dossier especial Formação Profissional publicado na edição impressa nº572

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