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Salinas no Sal: Grupo Oásis comprou todo o património da antiga companhia “Fomento”

Na sequência desta aquisição, os proprietários de empresas de extracção de sal, nas Salinas de Santa Maria, no Sal, foram impedidos de extrair sal nessa área que agora pertence ao grupo turístico Oásis.

Um representante do grupo Oásis, não identificado, avançou à Inforpress que esse referido grupo turístico comprou todo património da antiga companhia “Fomento”, incluindo a área das Salinas de Santa Maria onde muitas empresas faziam a sua extracção de Sal.

Conforme avança esse online, os proprietários dizem-se descontentes com o comportamento do Grupo Oásis que os tem impedido de extrair sal nessa área, alegando serem legítimos donos do referido património.

Segundo Adilson Almada, são três as empresas que desde 2013 exploram oficialmente as salinas de Santa Maria, porém, conforme já foram informados o grupo Oásis vai colocar uma placa anunciando tratar-se de uma área privada, de modo a não ser invadida.

“Em jeito de intimidação fizeram um contrato obrigando as pessoas que há mais de 20 anos extraem sal nesse sítio, a assiná-lo. Mas a maior parte resistiu, duvidando da legitimidade da propriedade, já que não há nenhuma matriz a confirmar essa pertença”, exteriorizou.

Tratando-se de um património do Estado, Adilson Almada disse em declarações à Inforpress que foram entregues às autoridades competentes documentos solicitados, visando a implementação de um projecto para “conveniente” exploração das salinas, cujo aval continua-se a aguardar.

“Este processo está em andamento e tudo indica estar na sua fase final. Só que no fim deste processo, de repente, o Grupo Oásis aparece alegando legítimos donos da área (…) isto depois de mais 15 anos. Se bem analisarmos, tudo isto é muito estranho”, desabafou Almada, que desde 2011, conforme disse, explora a extracção de Sal nas Salinas de Santa Maria.

“Mas há pessoas que começaram essa extracção muito antes disso. Durante esse tempo todo ninguém reivindicou, e só agora aparece o Grupo Oásis com algum interesse”, reiterou, apontando que se trata de uma “área protegida e interdita à construção habitacional”.

“Contactamos a comunicação social apenas para fazer saber junto dos governantes, dos dirigentes deste país, o que está a acontecer, porque ao que parece muitas coisas são camufladas e não chegam ao seu conhecimento”, desabafou, indicando que a sua empresa “Sal Criolo” tem um investimento feito a volta de dez mil contos e perto de seis mil contos em IVA.

“Somos uma empresa que também está a contribuir para o desenvolvimento do país. Perante a contenda, gostaríamos que o Governo tomasse conhecimento da situação. Estamos descontentes com essa situação. Pensamos que isso não podia nem devia estar a acontecer”, ponderou.

C/Inforpress

 

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