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Declarações do MNE põem em causa a credibilidade da figura do Chefe de Estado – PAICV

Segundo a líder do PAICV “não é admissível” essa situação num país sério como Cabo Verde

A presidente do PAICV (oposição) afirmou hoje, na Cidade da Praia, que as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros sobre o acordo SOFA põem em causa a credibilidade da figura do Chefe de Estado.

Janira Hopffer Almada fez essa afirmação em declarações aos jornalistas, referindo-se ao facto do ministro Luís Filipe Tavares ter afirmado, numa entrevista à Rádio de Cabo Verde, que o Presidente da República teve o conhecimento do acordo militar entre Cabo Verde e os Estados Unidos (Status of Forces Agreement, SOFA, na sigla em inglês), antes de ser assinado.

Isto, depois de numa entrevista ao jornal Expresso das Ilhas desta quarta-feira, onde Jorge Carlos Fonseca garantiu que teve o conhecimento do acordo só depois de ter sido assinado entre as partes.

“Quando um membro de Governo desmente publicamente o Chefe do Estado está a pôr em causa a veracidade das afirmações feitas por ele, e, como tal, está a atacar a dignidade, mas também, a própria credibilidade do Estado”, notou Janira Hopffer Almada, considerando que essa situação não tem precedentes em Cabo Verde.

Segundo a líder do principal partido da oposição, “não é admissível” essa situação num país sério como Cabo Verde, tendo aconselhado à “contenção, responsabilidade e sentido de Estado”.

Perante essas “declarações gravíssimas”, segundo Janira Hopffer Almada, não existirão condições para haver confiança e garantir a solidariedade institucional que deve existir entre o Governo e o Presidente da República.

“Aguardamos, a todo o momento que o primeiro-ministro venha demarcar publicamente das afirmações do ministro dos Negócios Estrangeiros, ou então que haja consequências e, em coerência, para preservar a Nação, o Estado de Cabo Verde e a figura do Presidente da República”, apelou.

Caso contrário, Janira Hopffer Almada defende que com a postura e as declarações de Luís Filipe Tavares, não deixará muita margem para que haja condições de trabalho entre as duas instituições.

“Não podemos estar permanentemente a ser confrontados com membros do Governo a fazer declarações cada um num sentido. E temos assistido um verdadeiro ‘ziguezague’ nas afirmações e o chefe do Governo se remete ao silêncio e não tem noção dos danos que essa postura está a causar a toda a nação”, conclui.

C/INforpress

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