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Reino Unido ambiciona ser o maior investidor do G7 em África

Theresa May cumpre, esta quarta-feira, o segundo dos seus três de visita oficial à África do Sul, Nigéria e Quénia, como parte da sua estratégia pós-Brexit.

O Reino Unido pretende ser o maior investidor do G7 em África, em 2022, depois de sair da União Europeia, disse, na cidade do Cabo, África do Sul, a primeira-ministra britânica.

Theresa May, que cumpre, esta quarta-feira, 29, o segundo dos três dias de uma visita oficial ao continente africano, disse aos jornalistas que o Governo britânico utilizará o orçamento de ajuda internacional, para apoiar o empresariado britânico a aprofundar trocas comerciais e investimento em África, após a saída da União Europeia.

Neste sentido, a governante disse que o Reino Unido espera superar o investimento dos Estados Unidos da América no continente africano.

“Com as empresas do sector privado da Grã-Bretanha a assumir a liderança no investimento de biliões, iremos ver as economias africanas crescer em triliões”, afirmou a primeira-ministra britânica – citada pela Lusa.

Theresa May disse que a Grã-Bretanha pós-Brexit “dispõe dos mecanismos” necessários para concretizar esta aposta, sublinhando a importância da localização da capital londrina na atração de investimento estrangeiro.

“A cidade de Londres faz com que o Reino Unido seja o destino global sem paralelo para o investimento internacional, com mais de oito triliões de libras (8,7 biliões de euros) em fundos financeiros sob gestão”, declarou.

O G7 é um grupo informal de grandes potências (França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Estados Unidos e o presidente da Comissão Europeia), criado em 1975, para debater temas económicos, aos quais se juntaram mais tarde outros assuntos como a paz, o ambiente e o terrorismo.

A Rússia, que se juntou ao grupo após o colapso da União Soviética, foi afastada depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014 e o G8 tornou-se novamente o G7.

A governante britânica, na primeira visita oficial à África do Sul, Nigéria e Quénia como parte da sua estratégia pós-Brexit, é acompanhada por uma delegação de homens de negócios britânicos.

May disse que a perspetiva do Governo britânico em reforçar relações comerciais com países fora da União Europeia representa um dos pontos fortes do Brexit, na altura em que o país se prepara para abandonar o Bloco Regional Europeu, em Março de 2019.

De acordo com a presidência sul-africana, o Reino Unido foi o sexto maior parceiro comercial da África do Sul em 2017, com um total de 79,5 biliões de rands (4.700 milhões de euros) sendo igualmente a principal fonte de turismo de longo curso para a África do Sul, com cerca de 448 mil visitantes no mesmo ano.

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