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Ilha Brava: Peixeiras “clamam” por melhores condições no Mercado de Peixe

Edil promete nova infra-estrutura para 2019, com financiamento já garantido pelo Fundo do Ambiente.

Um grupo de peixeiras da ilha Brava está a reclamar por melhores condições no Mercado de Peixe local, de forma a “dignificar” a profissão e “proporcionar melhores resultados nas vendas”.

O  Mercado de Peixe, situado no centro de Nova Sintra, “carece” de algumas intervenções “urgentes”, conforme avançou “Djiny”, uma das peixeiras que falou à Inforpress em nome do grupo.

É neste Mercado, que cerca de 30 vendedeiras de peixe, oriundas das localidades de Furna, Lomba e Fajã d’Água, colocam as suas mercadorias, à procura do “sustento das suas famílias”.

Elas não pagam nenhuma comissão à Câmara Municipal, mas disseram à Inforpress que não se “importavam em contribuir” com alguma quantia, para que as condições de saneamento e instalação sejam melhoradas.

“Djiny”, uma peixeira da zona de Furna, disse que enfrentam várias dificuldades devido “às más-condições” do espaço.

“Não temos uma casa de banho, não temos um serviço de esgoto, não temos uma arca para guardar o peixe caso não conseguirmos vender tudo. A cobertura é insuficiente para preservar o peixe do sol ou da chuva”, conta a peixeira.

A água e os restos de peixes são “lançados” na rua, ou então levados para casa. “Se lançarmos na rua, temos problemas com os Fiscais e a Polícia. Se levarmos para casa, corre-se o risco de cheirar mal, devido à distância que percorremos ou mesmo ‘esbordar’ para dentro do carro, uma vez que a estrada não é grande coisa”, completa “Filó”, uma outra peixeira.

Segundo as peixeiras, elas até “tentam” manter o espaço limpo, mas as condições oferecidas não permitem fazer mais…

“Também, há alguns clientes que muitas vezes não nos ajudam. Lançam o lixo ou cascas de frutas no chão que, à mistura depois com o cheiro do peixe, acaba por atrair as moscas que tomam conta do local, dificultando mesmo a venda”, salienta “Djiny”.

A mesma adianta que, por “muitas vezes”, alguns clientes já foram comprar peixe e devido às “condições precárias” a que estão expostas, com a presença de muitas moscas, peixe exposto ao sol, “eles acabam por desistir”, causando assim algum “prejuízo”.

Face ao relato das peixeiras, a Inforpress contactou a Câmara Municipal da Brava para dizer da sua justiça sobre esses factos.

O presidente, Francisco Walter Tavares, diz ter conhecimento do caso e que a Autarquia está “aguardando” resposta do Fundo de Ambiente, em vista a implementar um projecto que já está financiado, para a construção de um novo Mercado de Peixe, em 2019.

Conforme explicou o autarca, “não compensa fazer intervenções a curto prazo, para depois construir outro de raiz”.

“O Fundo de Ambiente está financiando a construção de algumas pocilgas, e a Câmara sugeriu que fosse diminuído o número a ser construído aqui na ilha, e deste modo apurava-se cerca de cinco mil contos, que seriam destinados à construção de um Mercado de Peixe, com todas as qualidades necessárias”, afiançou o edil Francisco Tavares.

Conforme explicou ainda o autarca, além de contar com uma resposta positiva do Fundo de Ambiente, estão tentando localizar e negociar um terreno “próximo” do Mercado Municipal, de forma a “facilitar” tanto às vendedeiras como os clientes.

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