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Como está a juventude cabo-verdiana? JPAI e JPD com opiniões opostas

Num momento em que está a ser comemorada a semana da juventude um pouco por todo o país, o A Nação online foi ouvir o que os presidentes da JPAI e JPD acham sobre o estado da juventude cabo-verdiana.

Num momento em que está a ser comemorada a semana da juventude um pouco por todo o país, o A Nação online foi ouvir a posição dos presidentes da JPAI e JPD. Por um lado, Fidel Cardoso (JPAI) considera que a juventude encontra-se em situação de desânimo, enquanto Euclides Silva (JPD) faz um balanço positivo, considerando que a situação é bem melhor do que há dois anos atrás.

Segundo o presidente da JPAI, hoje a juventude tem menos oportunidades de formação superior ou profissional, causadas pela redução de bolsas de estudo, gerando inclusive o insucesso escolar.

“Desde que Ulisses Correia e Silva assumiu a governação, a Juventude deixou de ser uma prioridade. Depois da vitória nas últimas eleições, já lá vão mais de dois anos de mandato e as promessas e os compromissos com a nossa juventude simplesmente foram esquecidos. Este Governo ainda continua a fazer promessas eleitorais. Hoje as dificuldades para juventude cabo-verdiana são enormes e não há qualquer sinal de alento por parte do nosso primeiro-ministro”, explica.

Fidel Cardoso considera ainda que está a faltar o desenvolvimento inclusivo e políticas sustentáveis para a juventude em todo o país, isto tendo em conta a alta taxa de desemprego jovem.

Por sua vez o presidente da JPD, Euclides Silva considera que a juventude cabo-verdiana ainda tem muitos desafios pela frente, tendo em conta a realidade onde vivemos. “Mas a situação é muito melhor do que há dois anos, apesar da seca severa deste ano, e todas as consequências advenientes. O desemprego jovem ainda é elevado, mas os dados do INE mostram que o mesmo está a diminuir”.

Silva alega que a JPD encoraja o Governo a prosseguir com as reformas em curso no sector da educação, formação, fomento do empreendedorismo e na melhoria do ambiente de negócios, para que possamos ter empregos de “qualidade e bem remunerados”.

Diante das declarações desses dois jovens, pode-se ver que o desemprego jovem tende a ser o problema maior do país, no que tange à juventude.

Que políticas precisam ser implementadas?

O presidente da JPAI assegura que devem haver políticas de desburocratização dos processos de linhas de créditos, para pequenas e médias empresas, assim como a criação de mais oportunidades para os jovens.

“Deve haver um conjunto de políticas direccionadas à juventude para dar combate aos problemas existentes, principalmente o êxodo dos nossos quadros para fora do país. São necessárias políticas claras e estratégicas para gerar mais emprego. É necessário uma melhor visão para a Educação, Ensino Superior, Formação Profissional e Inovação. O nosso país irá desenvolver-se ao ritmo do que almejamos, se a juventude actual e a vindoura tiverem acesso a um sistema de educação de qualidade e que priorize a inovação”, explica Fidel Cardoso, salientando que os jovens precisam ter iniciativas próprias.

Já a JPD defende que os jovens devem ser mais activos e participativos na tomada de decisões que têm a ver com o seu futuro. Entretanto, exorta o Governo a implementar políticas viradas para essas questões.

“Só uma juventude engajada, activa e participativa poderá dar um contributo válido para o desenvolvimento da sua comunidade, do seu concelho e do seu país. Nós, na JPD, estamos focados e engajados nisso, temos promovido formações que acreditamos que é a nossa modesta contribuição na constituição de futuros líderes”, conclui Euclides Silva.

WM

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