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Santo Antão: produtores querem internacionalização do queijo curado do Planalto Leste

Os produtores querem apoio do Governo na exportação deste queijo para o mercado italiano, onde já é bastante conhecido.

Os produtores têm em preparação mais uma presença, a quarta consecutiva, do queijo que se faz artesanalmente no Planalto Norte do Porto Novo, Santo Antão, na Feira Mundial do Gosto, que deverá realizar-se já em Setembro, em Itália.

Este queijo, galardoado na edição de 2017, com a medalha “Slow Cheese Award”, marcará de novo presença na Feira Mundial do Gosto, através da cooperativa dos produtores de queijo da montanha, no Porto Novo, que acredita que a presença, uma vez mais, do queijo tradicional do Planalto Norte nesse certame será uma oportunidade para a afirmação deste produto a nível internacional.

Irineu da Luz, representante desta cooperativa, confirmou à Inforpress a presença do queijo do Planalto Norte na edição 2018 da Feira Mundial do Gosto, informando que “tudo está a ser feito” para que o produto se mantenha entre “os melhores do mundo”.

O queijo, que se faz, artesanalmente, de leite de cabra cru, no Planalto Norte, recebeu, em 2007, a chancela de património mundial do gosto e, em 2017, na edição da Feira Mundial do Gosto, em Brá, Itália, com a medalha “Slow Cheese Award”.

Ambas as distinções foram atribuídas pela Fundação Slow, com sede em Itália, entidade promotora dessa feira, que se realiza, neste país europeu, com a presença de mais de 300 produtores provenientes de dezenas de países.

A medalha “Slow Cheese Award” é um galardão concedido, desde 2011, pela Fundação Slow Food aos artesãos e pastores que rejeitam atalhos e continuam a produzir os seus produtos, respeitando a sua naturalidade, tradições e sabores.

Já em 2016, o queijo tradicional do Planalto Norte tinha ficado entre os melhores queijos produzidos em África.

Para a edição deste ano da Feira Mundial do Gosto, os produtores têm como meta “consolidar os ganhos” que este produto tem alcançado, nos últimos dez anos, a nível internacional e trabalhar para a sua afirmação.

A cooperativa dos produtores da montanha, criada em 2005, reúne no seu seio 30 criadores apostados em melhorar cada vez mais a qualidade do produto, com vista à sua afirmação a nível internacional.

Os produtores querem apoio do Governo na exportação deste queijo para o mercado italiano, onde já é bastante conhecido.

Uma delegação da Fundação Slow Food, que esteve em Janeiro de visita a Porto Novo, já admitiu a possibilidade de atribuir o selo de qualidade ao queijo curado, também produzido no Planalto Norte.

Inforpress

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