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A Nação está consternada, deprimida, desesperançada e beliscada no seu orgulho – PAICV

Segundo Rui Semedo, a Nação está reprimida por violação de direitos sindicais, por perseguição e represálias às pessoas que fazem recurso à greve

O grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) considerou na sexta-feira que a Nação “está consternada, deprimida, reprimida, desesperançada, ferida e beliscada no seu orgulho”.

Esta consideração foi feita em conferência de imprensa pelo deputado Rui Semedo, para balanço às jornadas parlamentares que antecipam o debate do Estado da Nação, agendado para a próxima a próxima sexta-feira, 27.

O parlamentar justificou que a Nação está consternada com o desaparecimento das pessoas e mortes por falta de socorro nas evacuações inter-ilhas e pelo “desfecho doloroso, trágico e dramático” do caso Edvânia Gonçalves.

Na sua óptica a Nação está também deprimida e angustiada porque é assombrada por todos estes acontecimentos trágicos e por falta de respostas do Governo para devolver o ânimo, a esperança e o sossego para as pessoas.

Segundo Rui Semedo, a Nação está reprimida por violação de direitos sindicais, por perseguição e represálias às pessoas que fazem recurso à greve para reivindicarem os seus direitos, por acções ostensivas para evitar e impedir manifestações e por ataques directos à liberdade de imprensa ao Estado de Direito Democrático.

“Reprimida por atentados à liberdade no geral e à liberdade de imprensa, por perseguição aos jornalistas, por tentativas expressas de instrumentalização dos profissionais da comunicação social, por tentativas de manipulação dos órgãos da comunicação social, principalmente os órgãos públicos”, exemplificou Rui Semedo.

Conforme a mesma fonte a Nação está também desesperançada com pessoas a passar por “grandes dificuldades, abandonadas à sua sorte” neste mau ano agrícola e numa situação cada vez mais difícil.

“Há estudantes a não serem apoiados e a não terem bolsas de estudo de acordo com as suas exigências e com as suas necessidades, jovens sem emprego e sem perspectivas do futuro, famílias abandonadas à sua sorte e crianças desprotegidas”, acrescentou ainda o político ajuntando que a Nação cabo-verdiana está também ferida no seu orgulho e beliscada na sua credibilidade.

Tudo, realçou, por causa dos discursos “desencontrados dos governantes”, da política externa “sem norte e sem uma coerência necessária” para o desenvolvimento do país. E ainda por causa do aumento da perceção da corrupção, do “desmantelamento da TACV” que foi impedida de voar para a Itália e “da falta de transparência” nos principais negócios do Estado.

No seu entender, a confiança na Nação cabo-verdiana “caiu no seu nível mais raso”, porque há promessas que, ao invés de serem cumpridas, são proteladas para o final do mandato, cintando como exemplo as promessas da criação de empregos e do crescimento do país a sete por cento ao ano.

“Falta de confiança porque o diálogo não tem lugar e o nível de conversa com os cidadãos, com os sectores diversos, está a baixar para níveis nunca antes visto”, concretizou Rui Semedo para quem há falta de confiança porque as palavras perderam o valor e sentido.

De acordo com este dirigente do principal partido da oposição, Cabo Verde “piorou claramente em termos de liberdade, em relação ao nível de vida das pessoas, em termos da saúde, do atendimento às pessoas e acesso à saúde, das evacuações dos dentes, porque houve vítimas”.

Em termos de democracia, acrescentou, o país está a regredir e no que tange à corrupção estamos a verificar que os organismos internacionais estão a tocar um sinal de alerta para Cabo Verde e para os cabo-verdianos.

Para Rui Semedo, o país piorou também em matéria de segurança, em termos da sua gravidade e complexificação, porque os criminosos ficaram mais ousados e houve crimes nunca antes testemunhados neste país.

Inforpress

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