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Sudão do Sul: ONU denuncia possíveis crimes de guerra

A guerra civil no país começou em 2013, dois anos após a independência do Sudão do Sul em relação ao Sudão.

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos denunciou as “graves violações dos direitos humanos (…) que podem assemelhar-se a crimes de guerra” no Sudão do Sul, a maioria envolvendo forças governamentais.

Um relatório publicado, terça-feira, 10, pelo alto-comissário, Zeid Raad al-Hussein, “identifica actos que constituem graves violações de direitos humanos e abusos em relação ao direito humanitário internacional – que se podem assemelhar a crimes de guerra”.

Segundo as investigações conduzidas pela ONU, realizadas entre 16 de Abril e 24 de Maio, “pelo menos 232 civis morreram e muitos outros ficaram feridos em ataques levados a cabo por forças governamentais, os seus aliados e grupos de jovens armados, nas aldeias das zonas controladas pela oposição, Mayendit e Leer”.

Durante os ataques governamentais de Abril e Maio, a violência sexual foi utilizada como uma “arma de guerra”, garantiu o alto-comissário, afirmando que, “pelo menos, 120 mulheres e raparigas foram vítimas de violação ou de violação em grupo, incluindo uma rapariga de quatro anos”.

Al Hussein reiterou, ainda, que não pode ser permitida a fuga dos autores dos crimes, “incluindo aqueles com responsabilidades de comando”.

“O Governo do Sudão do Sul e a comunidade internacional têm a obrigação de assegurar a Justiça” no país, de modo a que os responsáveis sejam devidamente culpabilizados, disse o alto-comissário.

A guerra civil no país começou em 2013, dois anos após a independência do Sudão do Sul em relação ao Sudão.

O conflito sul-sudanês já causou milhares de mortos e levou o país à beira da fome, com seis milhões de pessoas sem acesso a alimentos suficientes e quatro milhões de deslocados.

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