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Países Africanos Lusófonos podem  beneficiar da relação entre CPLP e OEI

OEI lançou a sua candidatura de observador associado da CPLP, que deverá ser analisada na Cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorre em 17 e 18 de Julho, em Cabo Verde. 

Os Estados africanos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) poderão ter mais possibilidades de cooperação com o aprofundar das relações entre o bloco lusófono e a Organização dos Estados Íbero-americanos (OEI).

“Os países africanos membros da CPLP poderão, de facto, aproveitar bastante desta relação de parceria que se abre com a OEI”, disse à Lusa, a secretária-executiva da Comunidade, a são-tomense Maria do Carmo Silveira.

A responsável pelo bloco lusófono fez estas declarações no final de uma reunião com novo secretário-geral da OEI, o espanhol Mariano Jabonero, que conclui, esta terça-feira, 10, uma visita de dois dias a Portugal.

“Efectivamente, esta colaboração entre a CPLP e a OEI abre grandes possibilidades para uma cooperação da OEI com os Estados africanos membros da CPLP, no sentido de poderem aproveitar a larga experiência. Portanto, temos aí uma possibilidade de partilha e de aprendizagem com a OEI que não devemos mesmo desperdiçar”, acrescentou Silveira.

Silveira lembrou, ainda, que “a OEI é uma organização com cerca de 70 anos de experiência e a CPLP tem apenas 22 anos”.

“A própria OEI é candidata a observador associado (da CPLP) e é, também, uma situação que nos prestigia bastante. Vai ser a primeira organização internacional a receber este estatuto. Portanto, estamos diante de uma expetativa muito grande de colaboração futura entre a CPLP e a OEI”, referiu.

A OEI lançou a sua candidatura de observador associado da CPLP entre Abril/Maio, que deverá ser analisada na Cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorre em 17 e 18 de Julho, em Cabo Verde (na Ilha do Sal).

Sobre a reunião com o secretário-geral da OEI, Silveira disse foi um encontro de cortesia para discutir “a relação de cooperação” que existe entre as duas organizações.

“, afirmou.

Maria do Carmo Silveira disse que as duas organizações “são forçadas”, no bom sentido, “a trabalhar juntas para reforçar os laços de cooperação nas suas áreas de atuação, que neste caso são a ciência, a cultura e a educação, que são também áreas estratégicas para a CPLP, assim como prestar o melhor serviço para os Estados-membros” das duas organizações.

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