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França-Bélgica: Dois velhos amigos que não se desejam desde 1904

As duas equipas chegaram ao torneio com grandes esperanças, ainda que muitos analistas consideravam que rodeavam demasiadas incógnitas em ambas e não era uma certeza que conseguissem resolvê-las a tempo de uma candidatura ao título.

França e Bélgica defrontam-se, esta terça-feira, pelas 17 horas (Cabo Verde), na primeira meia-final do campeonato do Mundo. O jogo será disputado na cidade russa de São Petersburgo.

Depois de aceder a este lugar tão desejado como reservado que são as meias-finais, França e a Bélgica terão que decidir qual delas lutará para ser a campeã e quem terá de se conformar com a aspiração à medalha de bronze no Mundial da Rússia 2018.

A final que poderá coroar a carreira futebolística dos vencedores está a apenas a 90 minutos de distância. As duas equipas chegaram ao torneio com grandes esperanças, ainda que muitos analistas consideravam que, pese a enorme qualidade dos seus planteis, rodeavam demasiadas incógnitas em ambas e não era uma certeza que conseguissem resolvê-las a tempo de uma candidatura ao título.

Apesar das dúvidas defensivas que surgiram contra a Argentina e o Japão, respetivamente, mantiveram-se firmes, e a Bélgica está a protagonizar o seu melhor grande torneio desde a edição de 1986. Curiosamente nesse ano a seleção dos diabos vermelhos perdeu na atribuição do terceiro e quarto lugar, justamente com a França por 4-2. Há um dado que pode motivar os belgas: o facto de que quem elimina o Brasil tem sempre passaporte assegurado para a final da competição.

Se os dois países estão próximos ao nível geográfico e na relação entre os jogadores, a perspectiva de um lugar na final do Mundial varre tudo o que estiver pelos seus caminhos. Bélgica e França encontraram-se pela primeira vez a 1 de maio de 1904, naquele que é considerado pelo jornal L’Équipe como o “dérbi do século”. Cento e quatorze anos depois e após 73 confrontos (24 vitórias, 19 empates e 30 derrotas no lado francês), as duas nações enfrentam-se novamente com 70 000 espectadores nas bancadas e centenas de milhões de telespectadores espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Um século depois, se os dois povos ainda estão tão próximos, há muitas razões para isso, mas, esta terça-feira, outro galo cantará… o francês, ou será que o Diabo Vermelho vai ligar a chama do inferno?

Onzes prováveis

França: Hugo Lloris; Lucas Hernandez, Samuel Umtiti, Raphael Varane, Benjamin Pavard; Ngolo Kante, Paul Pogba; Blaise Matuidi, Antoine Griezmann, Kylian Mbappe; Olivier Giroud.

Bélgica: Thibaut Courtois; Jan Vertonghen, Vincent Kompany, Thomas Vermaelen, Toby Alderweireld; Yannick Carrasco, Axel Witsel, Kevin De Bruyne, Nacer Chadli; Eden Hazard, Romelu Lukaku.

Treinadores em discurso direto

Didier Deschamps (selecionador francês)

Ser campeão do mundo como treinador e jogador? “De momento apenas faço parte do grupo de eleitos que pode jogar uma meia-final. Espero essa pergunta para mais tarde. Mas não me vou queixar”.

Antevisão do duelo com a Bélgica: “Esta seleção sempre contou com jogadores de muito talento, que convivem numa geração, apesar do que aconteceu no Europeu diante do País de Gales [em que a Bélgica perdeu por 3-1]. Roberto Martínez fez um grande trabalho e continua o que estava a ser feito por Marc Wilmots”.

Roberto Martínez (selecionador belga)

Equipa da Bélgica? “Este grupo, esta geração, são maravilhosos. É um plantel que dá sempre o máximo e é capaz de competir a um nível alto. Não há mais segredos, aspetos ou razões específicas. É o grupo que conta”.

Duelo frente aos gauleses? “A vitória sobre o Brasil, nos quartos-de-final, deu mais convicção para o resto da prova e subiu a autoestima do grupo. Enfrentar a seleção gaulesa, campeã mundial em 1998, é um aliciante maior” para o que já é uma grande oportunidade para todos”.

Fonte: Notícias ao Minuto

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