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Vaticano: Papa denuncia milhares de mortes no Mediterrâneo e elogia socorristas

Francisco falava durante a missa que celebrou na Basílica de São Pedro, para recordar a visita que fez, há cinco anos, à ilha italiana de Lampedusa.

O Papa Francisco denuncia a morte de milhares de pessoas no Mediterrâneo, enquanto encorajou os socorristas que se dedicam a salvar as vidas dos imigrantes no mar.

O Chefe da Igreja Católica falava, sexta-feira, 6, durante a missa que celebrou na Basílica de São Pedro, para recordar a visita que fez, há cinco anos, à ilha italiana de Lampedusa.

Enquanto Itália fecha os portos às Organizações Não-Governamentais (ONG) que salvam a vida dos imigrantes no Mediterrâneo central e o ministro do Interior, Matteo Salvini, as compara aos traficantes, o Papa Francisco assegurou, na homilia, que a única resposta sensata é “a solidariedade e a misericórdia”.

Passaram cinco anos desde que Francisco elegeu, para primeira viagem do Pontificado, a pequena ilha de Lampedusa, a apenas 113 quilómetros das costas africanas, símbolo do drama da imigração, mas desde então as respostas “não foram suficientes”.

O Papa argentino destacou na homilia que, a partir de Lampedusa, perguntou a toda a Humanidade: “Onde está o teu irmão?”. Mas as respostas a este chamamento “ainda que generosas, não foram suficientes”.

“Encontramo-nos hoje a chorar milhares de mortos”, disse.

Segundo a Organização Internacional das Migrações (OIM), desde o início do ano, perderam a vida no Mediterrâneo cerca de mil e 500 pessoas, 200 das quais nos últimos dias, ao afundar-se o barco em que seguiam, sem que nada pudesse socorrê-las.

Nos bancos da Basílica de São Pedro sentaram-se dezenas de refugiados, entre os quais duas famílias, uma da Costa do Marfim e outra da Nigéria, dois jovens do Iraque, uma mulher somali, uma mãe nigeriana com os filhos e três refugiados chegados do Mali, da Nigéria e dos Camarões, explicou à agência EFE à Fundação Astali, dos jesuítas, que se dedica ao acolhimento de imigrantes.

Também esteve presente uma representação da ONG espanhola “Open Arms”, incluindo o fundador, Óscar Camps, que se dedica ao salvamento de imigrantes no Mediterrâneo central.

A estes, aos socorristas provenientes de Espanha, o Papa dirigiu-se em espanhol, encorajando-os a continuarem a ser testemunhas da esperança, num “mundo relutante em compartilhar”.

“Quis celebrar o quinto aniversário da minha visita a Lampedusa com vocês, que representam os socorristas e os resgatados no Mar Mediterrâneo”, afirmou Francisco ao dirigir durante a homilia algumas palavras “directamente aos fiéis chegados de Espanha.

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