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Mali: ONU apela à investigação de violações dos direitos humanos

Entre Março e Abril de 2012, o Norte do paísi caiu nas mãos de grupos extremistas, com ligações à rede terrorista Al-Qaida.

Um especialista em direitos humanos da ONU apelou às autoridades do Mali que investiguem o “aumento alarmante” das violações de direitos humanos no país, que actualmente atravessa uma crise humanitária.

Alioune Tine, relator especial sobre os direitos humanos no Mali, assegurou a existência de “testemunhos que falam sobre ataques” realizados por grupos armados, que “provocaram mortes, feridos e destruição de propriedade, obrigando a população a fugir das suas casas”.

O relator referiu, também, os ataques indiscriminados realizados por grupos extremistas, segundo os relatos de membros da sociedade civil e representantes da comunidade da cidade de Mopti, com quem Tine se reuniu.

Tine pediu, ainda, a investigação do assassínio de 123 pessoas entre 26 de Abril e 18 de Maio deste ano.

O especialista alertou, também, para a degradação da situação humanitária na região, na qual existem cerca de quatro milhões de pessoas a necessitar de ajuda para sobreviver, referindo os 274 mil 145 casos graves de malnutrição e os 582 mil casos mais moderados, que estima serem registados ainda este ano.

Em relação às Eleições Presidenciais, no dia 29 de Julho no Mali, Tine pediu que a sua realização seja feita de modo “livre, transparente e pacífico”, respeitando também os padrões internacionais.

Entre Março e Abril de 2012, o Norte do Mali caiu nas mãos de grupos extremistas com ligações à rede terrorista Al-Qaida.

Existem áreas inteiras do país que ainda estão fora do alcance das forças do Mali, das tropas francesas e da Minusma (Missão da ONU para a estabilização do Mali), que são regularmente alvo de ataques.

Desde 2015, os ataques alastraram-se para o centro e o Sul do Mali, mas, também, para países vizinhos, nomeadamente, Burkina Faso e Níger.

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