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Fogo: Governo vai elevar as Festas da Bandeira a Património Cultural Imaterial Nacional

A ideia foi lançada pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, durante uma intervenção no Parlamento, na sessão de Junho.

O Governo pretende elevar as Festas da Bandeira na ilha do Fogo a Património Cultural Imaterial Nacional. A ideia foi lançada pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, durante uma intervenção no Parlamento, na sessão de Junho.

Conforme sustentou o governante, o Executivo já classificou as festas de São João, no Porto Novo a Património Nacional e agora quer “criar as condições para que o Estado possa financiar a Festa da Bandeira de uma maneira transparente e digna”.

Contudo, a ideia da elevação desta festa popular a Património Nacional foi sugerida pelo parlamentar do PAICV, Nuias Silva, em Abril do ano passado, por altura das comemorações alusivas ao Centenário do Desenterro da Bandeira.

Nessa ocasião, também o ministro dos Assuntos Parlamentares, da Presidência do Conselho de Ministros e do Desporto, Fernando Elísio Freire, tinha considerado “bem-vinda” a proposta de Nuías Silva.

Entretanto, ao retomar agora a ideia, Abraão Vicente esclareceu que o “IPC – Instituto do Património Cultural -, está a fazer um trabalho minucioso em termos de catalogar e classificar todas as festas, por ilha e por concelho, como forma de promover a sua classificação”.

As festas de Nhô São Filipe, também conhecidas por Festas da Bandeira, na ilha do Fogo, são das mais conhecidas, concorridas e populares de Cabo Verde.

As mesmas são “seculares” e realizam-se entre 25 de Abril e 1º de Maio, período durante o qual se desenvolvem inúmeras manifestações tradicionais como Pilão, Matança, Canizade, Mastro, juramento da Bandeira, missa e procissão, Bandeira da Praia, cavalhadas ou corridas de cavalos e Enterro da Bandeira.

Com o advento da Independência Nacional em 1975 e a criação de municípios, as festas em apreço passaram a “coabitar” também as festas do Dia do Município, cruzando os dois programas de comemoração, todos eles marcados pelo ritmo do tambor, a música e os coros das coladeiras, as cavalhadas (com provas de velocidade e perícia), torneios de várias modalidades desportivas, vários dias de baile popular no Presídio, combates de galos, corridas de barco, missa, procissão, tudo isso culminando com o grande almoço tradicional, realizado no dia 01 de Maio.

Nesse período, a ilha é procurada sobretudo por centenas de emigrantes que regressam à terra para o convívio com os familiares e amigos, muitos deles, também devotos que vêm cumprir promessas…

Obviamente, a eles se juntam também muitos turistas e nacionais provenientes de outras ilhas, fazendo da cidade de São Filipe o maior palco sócio/cultural e turístico do país em Abril.

C/Inforpress

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