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Com menos dois comandantes, Binter obrigada a reduzir número de voos

A ausência de dois comandantes, por motivos de saúde, está por trás dessa redução. Até que o problema se resolva, Sal, Boa Vista e Fogo vão ter menos frequências. 

A Binter foi obrigada a reduzir temporariamente o número de voos semanais, de 156 para 130. A ausência de dois comandantes, por motivos de saúde, está por trás dessa redução. Até que o problema se resolva, Sal, Boa Vista e Fogo vão ter menos frequências.

Nas últimas semanas a Binter CV foi obrigada a cancelar voos e ajustar a sua programação devido à ausência repentina de dois comandantes, por motivos de saúde. Conforme explicou ao A NAÇÃO Raul Zapico, director-geral da companhia, com a ausência dos dois pilotos, a transportadora ficou sem tripulações suficientes para assegurar a programação dos voos na normalidade.

“Dos três aviões, temos tripulações para voar dois aviões e meio, porque um avião descansa, em média, três a quatro tardes, por semana, e fica no chão para fazer manutenção. Então tínhamos comandantes e tripulações suficientes para voar com os três aviões, mas tivemos problemas com dois deles que estão ausentes por motivos de saúde”, esclarece Zapico.

Até agora a companhia tinha nove comandantes para fazer 156 voos semanais, mas, com a ausência dos dois pilotos, foi obrigada a reduzir para 130, para “encaixar” os voos com o número de comandantes disponíveis. “Não quisemos ultrapassar a normativa da AAC, que é muito estrita quanto ao número de horas que eles podem trabalhar por dia, quanto ao número de voos que podem fazer num determinado período de tempo e quanto às folgas”, clarifica.

Mais comandantes em formação

Para solucionar o problema, tendo em conta que os dois pilotos irão ficar afastados ainda por algum tempo, a empresa avançou com um curso de tripulações. “Temos sete comandantes a fazer este curso. Tivemos de trazer comandantes de Espanha, porque não conseguimos um número suficiente em Cabo Verde”, garante.

O curso termina em finais de Junho e a companhia espera ver a situação resolvida a partir de 15 de Julho. “Esperamos voltar a ter o número de voos que tínhamos antes, com algum incremento em rotas específicas, como São Vicente, para a Baía das Gatas , o Fogo para os emigrantes e também a ilha do Sal”, avança Zapico.

Segundo a directora-comercial da Binter, Marina Ferreira, as rotas que sofreram uma redução efectiva do número de frequências até meados de Julho, foram as de “São Vicente, Boa Vista e Fogo”, as ilhas que tinham “mais” frequências.

Porém, Zapico esclarece que a redução de voos não foi só baseada nas ilhas que “mais voos tinham” mas que tinham também uma ocupação “mais baixa”.

Como exemplo dá a ilha de São Vicente. “Estão a dizer que não há voos para São Vicente e que os empresários de São Vicente estão a queixar-se que não há voos. Mas, em termos de ocupação, São Vicente é a pior rota da Binter. Tem uma ocupação média de 63% o que significa que nos nossos aviões de 72 lugares, a média é de 40 lugares preenchidos”, explica para contrapor as queixas dos empresários.

Para evitar constrangimentos a Binter CV aconselha os clientes a se “habituarem” a deixar “sempre” os seus contactos pessoais como email e telemóvel para que possam ser contactados.

Binter já fez 86 evacuações

Conforme dados avançados por Raul Zapico, director-geral da Binter CV, a empresa já fez 86 evacuações. “Apesar do que dizem os jornais, de que a Binter CV, não faz evacuações, só no ano passado fizemos 46 e este ano, de Janeiro a Maio, já fizemos 42”.

O problema das evacuações tem sido muito contestado na praça pública e redes sociais, e ainda recentemente a AAC veio a público confirmar que a companhia não está obrigada a fazer esse tipo de serviço. Mas, conforme esclarece Zapico,  a Binter CV está a fazer “o máximo” daquilo que está seu alcance para fazer um serviço público.  “Consideramos que é nossa responsabilidade como companhia área doméstica nacional dar cobertura a este tipo de situações num território que precisa deste tipo de situações, que precisa deste tipo de ajuda”. Porém, admite que há evacuações que não se efectivam, por várias razões.

“Pode ser porque a ambulância não chega a tempo ao aeroporto, pode ser porque o doente não tenha as condições mínimas para garantir um tempo de voo, por exemplo, de uma hora, de São Nicolau até à Praia. Ou pode ser porque alguns documentos não estejam bem preenchidos por parte do médico que autoriza o transporte”, elucida.

Zapico garante que há algumas situações em que o transporte não é possível, “mas não porque a Binter CV se esteja a negar transportar doentes”, mas porque “não podemos assumir um risco que não é nosso e colocar uma pessoa a cinco mil metros de altura sem que ela tenha as condições básicas para chegar ao destino”.

GC

 

 

 

 

 

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