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Tarrafal pede apoio dos autarcas para projecto da candidatura do ex-Campo de Concentração a Património Mundial

Apelou o edil, durante o seu discurso na I Reunião Extraordinária do Conselho Geral da ANMCV que teve lugar na sexta-feira, 15, com participação de presidentes de câmaras e assembleias municipais de todo país.

O presidente da Câmara Municipal de Tarrafal, José Soares, solicitou o apoio dos autarcas do país para uma possível candidatura do antigo Campo de Concentração do Tarrafal (Interior de Santiago) a Património Mundial da Humanidade.

“Agradecíamos que vinquem o vosso testemunho ao projecto de candidatura do Campo de Concentração ao Património da Humanidade no próximo ano de 2019”, apelou o edil, durante o seu discurso na I Reunião Extraordinária do Conselho Geral da ANMCV que teve lugar na sexta-feira, 15, no também Museu de Resistência, que contou com participação de presidentes de câmaras e assembleias municipais de todo país.

Em Março último, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, anunciou que após a entrega da candidatura da morna a Património Mundial (já efectivada) iam dar início ao processo de candidatura do Museu da Resistência – ex-Campo de Concentração do Tarrafal – a Património Mundial da Humanidade, que já está inscrito na lista indicativa dos patrimónios da UNESCO.

Na ocasião, o governante informou que com a inscrição na lista indicativa os técnicos seniores da UNESCO indicaram um conjunto de irregularidades e aspectos que devem ser melhorados no campo, tendo adiantado que uma equipa técnica já está a fazer obras em parceria com a Câmara Municipal do Tarrafal.

Para o ministro, este projecto carece do envolvimento de toda a Comunidade dos Países de Língua Portugal (CPLP), dado que é um campo que teve duas fases na sua história e que envolveu os outros países da comunidade.

Com o término da obra, vão apresentar um dossiê preliminar e pedir apoio formal e uma Declaração formal de Portugal, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, países que mais sofreram com a existência do Campo de Concentração do Tarrafal.

A esse propósito, o presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Hamilton Jair Fernandes, participou em Maio, na primeira reunião da Comissão do Património Cultural da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Brasil, para “estabelecer contactos para a futura candidatura transnacional do ex-Campo de Concentração do Tarrafal a Património Mundial”.

Numa recente entrevista à Inforpress, o coordenador da Direcção de Museologia e Museus (DMM), Adilson Dias, afirmou que passos já estão sendo dados para esta candidatura.

“Os trabalhos já estão sendo feitos, desde a parte técnica, pinturas (…), e apoios necessários estão sendo reunidos, ou seja, estamos a dar passos certos com toda a simplicidade e tecnicidade dentro daquilo que são as exigências da valorização de espaços para uma posterior candidatura”, avançou.

Ajuntou ainda que no âmbito do projecto de valorização do Campo de Concentração, para além das obras de intervenção de melhorias de espaço estão a melhorar também os equipamentos e as estruturas, modernizar o espaço com novos suportes e exposições, e ainda melhorar os conteúdos e adaptá-los à realidade de museus.

Adilson Dias, que coordenou os trabalhos no também Museu de Resistência, considerou o referido projecto como um dos “passos” que estão sendo dados para essa candidatura, tendo em conta que no processo tem que se dar “sinais claros” que estão sendo feitas mudanças e intervenções no sentido de se perpetuar aquela que é a memória histórica do Campo de Concentração em si.

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