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Santo Antão: Falta de ligação marítima impede exportação dos produtos agrícolas para Boa Vista

Os operadores e o próprio centro de expurgo de Santo Antão confirmam que, nos últimos tempos, produtos “made in Santo Antão” não têm chegado à Boa Vista por causa das dificuldades da ligação marítima.

Os produtos agrícolas, o queijo e outros produtos transformados de Santo Antão deixaram, em 2017, de ser exportados para o mercado turístico da Boa Vista devido à ausência de ligação marítima para a ilha.

Os produtos que passam pelo centro de expurgo de Santo Antão têm sido exportados, na sua quase totalidade, para a ilha do Sal que mantém, mesmo que de forma irregular, a ligação marítima com São Vicente, o que permite aos operadores santantonenses exportarem para este mercado turístico.

Os operadores e o próprio centro de expurgo de Santo Antão confirmam que, nos últimos tempos, produtos “made in Santo Antão” não têm chegado à Boa Vista por causa das dificuldades da ligação marítima.

As associações de agricultores de diferentes localidades de Santo Antão, com destaque para Alto Mira, Ribeira da Cruz e Martiene, reclamaram já, por várias vezes, a regularização dos transportes marítimos para os mercados turísticos para facilitar o escoamento dos produtos.

As unidades de produção de queijo confirmam também “grandes dificuldades” para colocar os produtos nesses mercados, por dificuldades de transportes marítimos.

Esses operadores insistem, por isso, na necessidade de o Governo criar as condições em termos de transportes para facilitar o escoamento dos excedentes para Boa Vista e Sal, os únicos mercados, além de São Vicente, onde os produtos agrícolas de Santo Antão devem ser colocados, por causa da praga dos mil-pés.

Numa visita a Santo Antão, em finais de Maio, aquando da realização de um encontro sobre ecoturismo, o director-geral do Turismo, Francisco Martins, confrontado com esta problemática, informou que estão sendo dados “passos seguros” com vista à resolução da questão dos transportes marítimos no arquipélago

“O Governo está a tentar resolver o problema de ligação marítima inter-ilhas. Não com a velocidades que queríamos, mas o mais importante é dar passos seguros para resolver este grande constrangimento”, avançou.

Inforpress

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