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Guiné-Bissau: Central Sindical decreta greve geral entre hoje e quinta-feira

O ordenado mínimo pago na Função Pública é de 30 mil  francos CFA (cerca de 45 euros). Um saco de 50 quilogramas de arroz, base alimentar dos guineenses, ultrapassa os 20 euros.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) confirma que vai realizar uma greve geral entre esta terça-feira, 12, e quinta-feira, 14, para reivindicar um reajuste salarial nos trabalhadores da Função Pública bissau-guineense.

A decisão de manter a greve foi anunciada após a realização, na semana passada, de um encontro de negociação com o Governo guineense.

A Central Sindical pretende o cumprimento da nova grelha salarial já promulgada pelo Presidente da República, José Mário Vaz, e que visa, segundo a UNTG, reajustar o salário dos funcionários, que, passadas quase duas décadas, não beneficiaram de promoções na carreira, nem de aumentos salariais.

No comunicado distribuído à imprensa, a UNTG apela aos trabalhadores guineenses para se “manterem firmes e serenos na luta e defesa dos seus legítimos interesses laborais”.

A UNTG exorta o Governo a “tomar medidas sérias e urgentes tendo em consideração o compromisso assumido” com a central sindical.

A Central Sindical refere, também, no comunicado, que se reserva o “direito de mobilizar os trabalhadores para desencadear uma greve semanal e sucessivamente até que seja tomada uma posição a favor dos trabalhadores”.

O ordenado mínimo pago na Função Pública bissau-guineense é de cerca de 30 mil  francos CFA (cerca de 45 euros). Um saco de 50 quilogramas de arroz, base alimentar dos guineenses, ultrapassa os 20 euros.

A UNTG realizou entre 7 e 9 de Maio uma greve de três dias a exigir o reajuste salarial e teve uma adesão de cerca de 85 por cento, em todo o país.

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