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Coreia do Sul: PR espera “marco histórico no caminho para a paz”

A cimeira entre Trump e Kim, desta terça-feira, 12, em Singapura, debate é a primeira entre os líderes dos dois países, depois de quase 70 anos de confrontos políticos no seguimento da Guerra da Coreia.

O Presidente da Coreia do Sul (PR), Moon Jae-in, disse, esta segunda-feira, 11, esperar que a cimeira que junta os presidentes dos Estados Unidos da América (EUA) e da Coreia do Norte seja “um marco histórico no caminho para a paz”.

“A cimeira entre os EUA e a Coreia do Norte, que o mundo tem estado a desejar, celebra-se amanhã (terça-feira), depois de uma longa espera”, disse o líder sul-coreano numa mensagem aos seus colaboradores, na qual disse desejar que surja um “acordo significativo” que seja “um marco histórico no caminho para a paz”.

Segundo o Gabinete de Imprensa do Presidente, que divulgou a mensagem, Moon Jae-in destacou a “sinceridade e determinação” dos dois líderes, mas ressalvou que as divergências entre os dois líderes dificilmente serão ultrapassadas numa só reunião.

Nesse sentido, concluiu que é preciso “pensar a longo prazo” e sublinhou que para um processo com sucesso é preciso um “esforço sincero” não só das duas Coreias e dos Estados Unidos, mas também a “contínua cooperação” dos países vizinhos, como a China, Rússia e Japão, nações que participaram em anteriores negociações sobre a desnuclearização da península.

A cimeira entre Trump e Kim, terça-feira, 12, em Singapura, tem como objectivo debater a desnuclearização do regime norte-coreano e vai ser a primeira entre os líderes dos dois países depois de quase 70 anos de confrontos políticos no seguimento da Guerra da Coreia e de 25 anos de tensão sobre o programa nuclear do país asiático.

Este encontro histórico ocorre depois de, em 2017, as tensões terem atingido níveis inéditos desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), face aos sucessivos testes nucleares de Pyongyang e à retórica beligerante de Washington.

A cimeira decorre no hotel Capella de Singapura, e resulta de uma corrida contra o tempo – com uma frenética actividade diplomática em Washington, Singapura, Pyongyang e na fronteira entre as duas Coreias -, em que houve anúncios, ameaças, cancelamentos e retratações surpreendentes.

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