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“Camponês” é o novo álbum de Bino Barros

“Camponês” é o mais recente álbum de Bino Barros, músico cabo-verdiano a viver nos Estados Unidos da América (EUA). Este CD é, segundo o artista, uma homenagem aos agricultores do mundo inteiro, em especial aos cabo-verdianos.

“Camponês”, o terceiro álbum de Bino Barros, é composto por dez faixas, todas produzidas por Kim Alves, nos EUA. Os singles “Mundo sta Mariadu” e “Maria Miranda” já haviam sido lançados e  foram agora introduzidos neste disco, que traz as sonoridades cabo-verdianas ao “estilo” do cantor.

Este trabalho discográfico é uma homenagem aos agricultores do mundo inteiro, em especial aos cabo-verdianos, como, segundo diz o artista, “um incentivo, tributo e consternação pela sua resiliência, pelo maus anos agrícolas vividos ultimamente”. Radicado nos EUA, Bino Barros passou alguns anos a trabalhar neste álbum que considera ser a sua assinatura como artista.

Todos os arranjos, produção musical, mixagem e masterização foram feitos por Kim Alves. Todas as canções foram escritas pelo próprio intérprete, com excepção de “Grogu Nha Santana” e “Katxupa” que são da autoria de José Domingos e Ady Oliveira, respectivamente.

O álbum já se encontra disponível em várias plataformas musicais e brevemente em CD físico. “Eu só pretendo que, de alguma forma, a minha música deixe algo de bom e bonito nas pessoas”, afirma Bino Barros.

Percurso

Bino Barros, cantor e compositor, nasceu em 1975, na cidade da Praia, ilha de Santiago. Quando tinha 13 anos, a mãe deu-lhe o seu primeiro violão, que hoje continua a ser o seu instrumento de trabalho. Desde então, Bino formou várias bandas: Freedom, Faísca e Gumbe, e foi o promotor do show “Canta Praia”, onde vários jovens mostraram os seus talentos musicais. Sua “madrinha musical” é Cesária Évora, a eterna “Rainha da Morna”.

A sua música “soul de funaná” e “batuko” fez de Bino Barros um sucesso internacional com hits como “Reseca”, “Fidju di tudu Krioulu”, “Minina, Diachi”, “Pico Belém Santana, entre outros. Bino vem de uma família com tradições musicais. Seu avô e tio eram músicos. “Um contador de histórias de coração”, conta.

Em 2011, ganhou o prémio de “Artista Revelação” nos CVMA , com o seu primeiro álbum a solo “Praia Baxu”. Em 2015, o seu segundo disco “Praia Maria”, foi nomeado álbum do ano nos CVMA. Antes, em 2011 e 2012, Bino foi nomeado representante da música africana na Catalunha, Espanha, onde viveu alguns anos. Agora, aos 43 anos, acaba de lançar o seu terceiro álbum, “Camponês”.

ACN

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