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Boa Vista sai à rua em massa para reivindicar seus direitos

A população pede mais segurança, habitação condigna, mais transporte, mais saúde e saneamento para a ilha.

A população da Boa Vista saiu ontem às ruas em massa para reivindicar os seus direitos. A manifestção foi organizada por um grupo de jovens da sociedade civil de diferentes sectores de actividade da ilha e contou com a adesão de milhares de boavistenses e inclusive de alguns que residem na ilha do Sal e que se manifestaram de forma “solidária” em Espargos.

Conforme avançou ao A NAÇÃO um dos representantes do movimento SOS Bubista, o movimento é constituído por um grupo independente da sociedade civil que não tem qualquer “ligações”, nem “pretensões político-partidárias” e que fazem questão de vincar isso desde já.  O movimento apenas quer renvindicar para a Boa Vista os seus direitos porque está “descontente” com a situação económico-social que se vive na Boa Vista e que já se vem arrastando há muito.

“Queremos mais e melhor saúde para a ilha, mais educação, porque a educação é péssima. Nomeadamente queremos a construção de um liceu de raíz. Mas também queremos mais transporte e habitação que é um grande problema. Inclusive tem casas ditas para todos, que já estão prontas há dois anos e estão fechadas”.

O grupo lamenta ainda que os benefícios da “taxa turística nunca tenham chegado à ilha” quando a Boa Vista contribui com cerca de 25% para a riqueza do país.

Mas, além disso, um dos problemas que se transformou na “gota d´água”, foi a questão das condições de evacuações na ilha.

“Nesses últimos dias tem vindo a acontecer evaçuações de doentes para a ilha do Sal em pequenas embarcações de boca aberta, sem mínimas condições. A Companhia Binter não transporta doentes, mas em relação a isso, não sabemos porquê que companhia nega o transporte de doentes. Vamos tentar falar com o representante da Binter  para saber o porquê dessa situaçao”.

Devidamente trajados de negro, todos com tshirts iguais, e com cartazes com vários apelos, a população juntou-se assim para “lutar” por melhores condições de vida, no geral, e também por mais “segurança”.

GC

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