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West Africa Leaks levanta o véu sobre o paraíso fiscal de Cabo Verde

Em causa está um empresário italiano, Gilberto Pachotti, que vive há 25 anos na ilha de São Vicente e cujo nome aparecerá, alegadamente, nos documentos do Swissleaks por estar associado a uma conta secreta na Suíça.

Repórteres de uma dezena de países africanos estão a colaborar com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI) para revelar esquemas de planeamento fiscal que passaram por alguns territórios da África Ocidental, alguns dos quais ligados a políticos, diplomatas e empresários locais. Cabo Verde, uma pequena economia que tem servido de chamariz para a indústria de consultadoria offshore, é um dos países no centro das investigações.

As notícias começaram a ser divulgadas nesta terça-feira a partir de 27,5 milhões de ficheiros, agregando dados das fugas de informação do Swissleaks, Panama Papers, Paradise Papers e Offshore Leaks. As investigações estão a ser coordenadas pelo CIJI em colaboração com o centro de investigação Norbert Zongo (Cenozo), um núcleo sediado Burkina Faso que pretende dinamizar o jornalismo de investigação em alguns países da África Ocidental.

Embora o site do CIJI revele a colaboração com um jornal cabo-verdiano, a primeira das histórias foi publicada pelo Cenozo sem a assinatura do jornalista que a investigou. A notícia centra-se na história de um desconhecido empresário italiano, Gilberto Pachotti, que vive há 25 anos na ilha cabo-verdiana de São Vicente e cujo nome aparecera alegadamente nos documentos do Swissleaks por estar associado a uma conta secreta na Suíça.

Cabo Verde é um dos centros financeiros offshore que acabaram por ficar de fora da chamada “lista negra” de paraísos fiscais elaborada pela União Europeia, algo que só foi possível pelos compromissos que o governo de Ulisses Correia e Silva assumiu de rever o rever o regime fiscal e reforçar o sistema financeiro. O país está numa segunda lista de paraísos fiscais, a chamada “lista cinzenta”. E para evitar entrar na mais gravosa do ponto de vista reputacional, os passos que Cabo Verde se comprometeu a dar em termos de cooperação fiscal para trocar informações com outros países da OCDE estão a ser acompanhado pelos parceiros europeus.

Além de Cabo Verde, o West Africa Leaks traz algumas revelações sobre empresas e pessoas ligadas ao Congo, Senegal, Mali, Níger, Burkina Faso, Libéria, Costa do Marfim, Gana, Nigéria, Togo, Benim, Nigéria.

Fonte: Público

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