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PR considerou de “importante” para África os temas em discussão na 26ª Assembleia Regional da Francofonia

Jorge Carlos Fonseca discursou na cerimónia de abertura da 26ª Assembleia Regional da Francofonia que decorre na Cidade da Praia, com a participação de 19 delegações de 19 países e convidados dos países francófonos do Canada e Europa.

O Presidente da República considerou hoje de “pertinente” e de muita “importância” para África os temas em discussão na Assembleia Regional da Francofonia, pelo que diz acreditar sair deste encontro decisões que possam ser desenvolvidas a nível dos países participantes.

Jorge Carlos Fonseca fez essas considerações quando discursava na cerimónia de abertura da 26ª Assembleia Regional da Francofonia que decorre na Cidade da Praia de hoje a 18 de Maio, com a participação de 19 delegações de 19 países e convidados dos países francófonos do Canada e Europa.

“Os principais temas propostos para reflexão encerram uma importância enorme e é minha profunda convicção que deste conclave sairão importantes recomendações aos nossos governos, de modo a habilitá-los a desenvolver a nível de cada um dos nossos países, as politicas conducentes à prevenção ou redução dos problemas que nos afligem”, disse.

Jorge Carlos Fonseca, que considerou a crise migratória como a mais dolorosa e que afecta a todos, reconheceu que tal situação resulta, em larga medida, das grandes desigualdades regionais existentes na face da terra, pelo que exortou a todos a se interrogarem sobre as medidas que têm sido concebidas e politicas adoptadas que previnam ou reduzam as causas dessa tragédia.

Neste particular, incitou a todos a não ficarem “tranquilos” quando pensam que cidadãos africanos arriscam e, muitas vezes, perdem a vida para tentarem simplesmente sobreviver.

No seu discurso, o Chefe de Estado observou, ainda, que os desafios de segurança são de grande complexidade e que assumem configurações tão diversas, como os diferentes tráficos e o terrorismo.

“O terrorismo é hoje uma das grandes ameaças à vida em sociedade. Em praticamente todas as latitudes esse processo pode provocar instabilidade e insegurança. Infelizmente, a sub-região da África ocidental não está imune a esse flagelo que tem provocado sofrimento e incerteza”, sublinhou.

No que tange ao tema, apontou a prevenção, através de políticas tendentes a promover a coesão e a justiça sociais, assim como a repressão, quando necessária, como instrumentos que devem ser utilizados de forma “sistemática e adequada” para que “os nossos países” não se transformem em presas fáceis dos que fazem do crime organizado e do terrorismo alavancas para os seus fins “inconfessáveis”.

“Estaremos de acordo de que, sem paz e estabilidade, as dificuldades para atingir tais desideratos serão intransponíveis”, disse.

“Da economia à cultura , passando pelo desporto, segurança e demais actividades sociais, os transportes e as comunicações são essenciais ao nosso desenvolvimento. Proporcionam a circulação de pessoas, ideias e bens, unificam mercados, permitem o usufruto da grande riqueza que é nossa diversidade”, defendeu.

Conforme o PR, a situação dos países insulares, como Cabo Verde, merece atenção ” muito especial”, pelo que adiantou que as ligações marítimas e aéreas, em razão da nossa descontinuidade territorial, são vitais para o desenvolvimento do país e sua integração.

A democracia, a tolerância e os direitos fundamentais foram apontados por Jorge Carlos Fonseca como a “pedra de toque” das políticas públicas dos diferentes países.

Perante isto, afirmou estar certo que, durante esta 26ªSessão da Assembleia Parlamentar da Francofonia, a reflexão dos participantes ajudará em muito a encontrar o caminho a seguir nos países que compõem a francofonia na região africana, isso, destacou, para o bom equacionamento dos muitos problemas que a África enfrenta e para a criação de condições de vida cada vez melhores para as populações.

“Por mim, diria que para a África se prefigura na Agenda 2063 temos de a construir todos os dias, progressivamente, pacientemente, apaixonadamente, hoje mesmo, pois não podemos esperar pelo fim de Dezembro de 2062 para a edificarmos de uma só vez”, vincou.

Para o Presidente da República, a aposta de Cabo Verde, iniciada em 1996, numa integração plena na Francofonia, tem por base a língua francesa, veículo de comunicação de mais de 300 milhões de pessoas, e os “nobres princípios” que a norteiam, assim como estar na Francofonia e fazer parte da Assembleia Parlamentar da Francofonia,” permite-nos um melhor conhecimento mútuo”.

Salientou ainda o facto de alguns países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pertencem também à Francofonia, assim como os que estão na Francofonia que querem fazer parte da CPLP.

“Quem sabe se, a partir de Organizações e Comunidades nossas, na respectiva diversidade e pluralidade, poderemos potenciar uma nova forma de cooperação, baseada na igualdade e na centralidade da cultura nas relações internacionais trazendo o seu apport à universalidade”, concluiu.

Inforpress

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