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Academia Cabo-verdiana de Letras homenageia Gabriel Mariano

Gabriel Mariano, poeta, contista e ensaísta, se fosse vivo, completaria 90 anos.

Completam-se, nesta sexta-feira, 18, os 90 anos do nascimento do escritor cabo-verdiano Gabriel Mariano. Para celebrar a data, a Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL) presta uma homenagem ao autor do poema “Capitão Ambrósio”, no Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), no Platô (Praia).

Gabriel Mariano, poeta, contista e ensaísta, se fosse vivo, completaria 90 anos. Para assinalar a data, a ACL decidiu prestar uma “substancial homenagem” a esse vulto das Letras e da Cultura Cabo-verdiana e um dos imortais dessa agremiação. No dia de aniversário, haverá uma sessão solene, às 17H30, no auditório do IILP (Casa Cor de Rosa), no Platô.

Caberá ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, também escritor e membro da ACL, proferir a conferência sobre Gabriel Mariano. Num segundo momento, haverá um recital, com poemas do homenageado e outros autores.

A ideia para uma homenagem ao autor de “Vida e Obra de João Cabafume” e de ensaios como “Do Funco ao Sobrado ou o Mundo que o Mulato Criou”, apresentado em 1959, em Lisboa, em “Colóquios Caboverdeanos”, e do emblemático poema “Capitão Ambrósio”, partiu do diplomata Jorge Tolentino, escritor e vice-presidente da ACL.

“É fundamental que as obras de Gabriel Mariano sejam reeditadas. Fazem falta ao país, desde logo aos jovens, aos estudantes e professores, aos investigadores. A ACL não deixará de dar o seu contributo nesse sentido, como aliás já fez em relação a outros escritores”, entende.

Vida e obra

José Gabriel Lopes da Silva Mariano nasceu na Ribeira Brava, ilha de São Nicolau, a 18 de Maio de 1928. Fez os estudos primários e liceais em São Vicente, e licenciatura em Direito, na Universidade Clássica de Lisboa. Como magistrado judicial trabalhou em Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Portugal (Mafra e Sintra). No período colonial considerava-se um “exilado” de Cabo Verde, mas depois da independência viu também pouco tempo no seu país natal, fixando-se em Portugal.

Poeta, contista, ensaísta, tido como um dos homens mais brilhantes da sua geração, Mariano “Capitão Ambrósio” é o seu poema mais conhecido, a nível de contos destacam-se “O rapaz doente” e “Vida e morte de João Cabafume”, para além de algumas peças de teatro.

Homem de espírito inquieto, humorado, Gabriel Mariano também se aventurou na música. Admirador de Eugénio Tavares e B. Leza, é autor de algumas mornas, caso de “Ess qu’ề nha terra, ê Cabo Verde”, feita em parceria com Jacinto Estrela.

Os seus textos de natureza ensaística, ainda hoje pertinentes, foram reunidos em “Cultura Cabo-verdiana – Ensaios”, editado pela Vega, em 1991.

Gabriel Mariano faleceu a 18 de Fevereiro de 2002, em Lisboa, aos 74 anos.

ACN

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