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Brasil: Lula da Silva critica a “farsa judicial” de que diz ser vítima

Ex-Presidente lembra que nos anos que governou (2003-2011), tirou "36 milhões de pessoas da pobreza extrema" e o país "desfrutou de excepcional prestígio internacional".

O ex-Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, criticou a “farsa judicial” de que diz ser vítima e exigiu uma Eleição Presidencial democrática, com “todas as forças políticas”, numa coluna de opinião, divulgada esta quinta-feira, 17,  pelo jornal francês “Le Monde”.

“Como Presidente, eu defendi, por todos os meios, a luta contra a corrupção e não aceito que seja imputado a mim este crime através de uma farsa judicial”, escreveu Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção, numa coluna publicada no jornal.

O ex-Presidente (2003-2011) está preso desde o início de Abril, condenado pelos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais, o que o poderá impedir de concorrer nas Eleições Presidenciais brasileiras marcadas para outubro.

Essas eleições “não serão democráticas a menos que todas as forças políticas possam participar de forma livre e justa”, avaliou.

Lula da Silva apresentou a sua candidatura como “uma proposta para o Brasil encontrar o caminho de inclusão social, o diálogo democrático, a soberania nacional e o crescimento económico para a construção de um país mais justo e solidário”.

“Eu sou candidato para levar aos pobres e aos excluídos a sua dignidade, para garantir os seus direitos e dar-lhes a esperança de uma vida melhor”, acrescentou Lula da Silva, sublinhado que domina, “com grande margem, as pesquisas de intenção de voto no Brasil”.

Lula da Silva afirmou, ainda, que nos anos que governou tirou “36 milhões de pessoas da pobreza extrema” e o país “desfrutou de excecional prestígio internacional”.

Hoje, “após o golpe de Estado parlamentar (refere-se à destituição da Presidente Dilma Rousseff, em 2016), que abriu o caminho para uma agenda neoliberal”, a taxa de desemprego atingiu 13,1 por cento (%), contra 4,7% em Dezembro de 2014, de acordo com o líder.

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