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Governo disponibiliza subsídios de 200 contos aos grupos de Tabanca de Santiago e Maio

Para o ministro da Cultura, Abraão Vicente, este valor é para que os grupos iniciem os seus trabalhos e terem alguma dignidade.

O Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), disponibilizou aos 15 grupos de Tabanca activos das ilhas de Santiago e do Maio um subsídio individual no valor de 200 mil escudos.

Para este efeito, os grupos e o Ministério da Cultura celebraram um termo de compromisso durante um encontro que o ministro Abraão Vicente e o presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Jair Fernandes, tiveram com os representantes dos grupos, na Cidade da Praia.

Este subsídio, segundo o termo de compromisso, destina-se à realização de obras tendentes a dar mais dignidade às respectivas capelas, aquisição de instrumentos, indumentárias e realização de actividades lúdico-pedagógicas, sendo que esses são as principais revindicações dos grupos.

Este apoio vem na sequência do projecto de Valorização da Tabanca do IPC, que inicia com o Inventário Nacional da Tabanca e visa a salvaguarda deste “importante bem, sua dinamização e revitalização e a valorização dos grupos”.

Para o ministro da Cultura, Abraão Vicente, este valor é para que os grupos iniciem os seus trabalhos e terem alguma dignidade.

Entretanto, acredita que com a realização do inventário vão ter uma visão geral das necessidades do grupo, acreditando que o executivo estará em condições de reforçar o apoio nos próximos Orçamentos de Estado.

“O inventário é fundamental para a classificação da tabanca como património nacional e provavelmente depois um outro tipo de classificação. E para isso, a equipa do IPC vai estar juntamente com os grupos para saber todos os detalhes e realizar estudos antes de declara-los património nacional”, sublinhou.

Para terem acesso a esse subsídio, informou, os grupos devem submeter ao IPC um programa no qual devem constar todas as acções a serem desenvolvidas, as necessidades em termos financeiros, espaços ou outros, os meios próprios existentes, os parceiros reais e potenciais, bem como um cronograma de acção.

Entretanto, cabem aos grupos de Tabanca apresentarem, até 15 de Dezembro, um relatório pormenorizado das actividades desenvolvidas e da aplicação das verbas concebidas e colaborar com o IPC na implementação de acções de salvaguarda a serem encetadas no quadro do projecto de Inventário Nacional da Tabanca.

Em representação dos grupos de Tabanca, José Avelino, da Tabanca de Charco, em Santa Catarina, disse que este apoio é um “grande incentivo” aos grupos de Tabanca, na medida em que vai ajudá-los na compra dos instrumentos e na requalificação das capelas.

José Avelino aproveitou para apelar a todos os grupos de Tabanca do país para se unirem em associação para que possam estar mais organizados e tenham acesso a financiamento sem nenhum problema.

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