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Cabo Verde cai duas posições no ranking anual dos Repórteres Sem Fronteiras

Histórico: País vive, desde de 90, o primeiro recuo na liberdade de imprensa.

A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) desceu Cabo Verde para o 29.º Lugar do ranking que avalia anualmente as condições para o exercício do jornalismo em 180 países, enaltecendo o reforço da lei contra os abusos cometidos a jornalistas.

No relatório anual intitulado “Classificação Mundial Da Liberdade de Imprensa 2018”, a organização afirmou que “desde a liberalização da imprensa nos anos 1990, Cabo Verde tem vivido, pela primeira vez, um recuo da liberdade de imprensa. “.

“Um dos seus jornais mais emblemáticos interrompeu suas publicações em formato impresso para dedicar-se ao seu site na Internet. As mídias independentes têm dificuldade em se emancipar devido às magras receitas publicitárias e subvenções do Estado, lê-se.

Entretanto, diz o relatório que “o país se distingue pela ausência de ataques contra jornalistas e uma grande liberdade de imprensa, garantida pela Constituição”. Diz ainda que “o último processo por difamação foi em 2002” e que “grande parte das mídias pertence ao governo, sobretudo a principal rede de televisão, TCV, e a Rádio Nacional de Cabo Verde, mas seus conteúdos não são controlados”.

Cabo Verde, que em 2017 ocupava a posição 27 caiu para 29.º Lugar.

A Noruega permanece no topo do ranking, seguida pela Suécia, pelo segundo ano consecutivo, sendo na Europa, zona geográfica onde a liberdade de imprensa é menos ameaçada, que a degradação do índice regional foi maior.

Em relação à África, diz o relatório que “a liberdade de informação assume diversos rostos nesse continente, onde coabitam, ao mesmo tempo, a imprensa fértil do Senegal e o silêncio ensurdecedor das mídias privadas na Eritreia”.

“Apesar de uma onda de liberação nos anos 90, ainda se verificam, com muita frequência, práticas arbitrárias de censura, especialmente na Internet, com cortes pontuais da rede em certos países, prisões de jornalistas, às vezes, justificadas em nome da “luta contra o terrorismo”, e violentos ataques contra a imprensa, com frequência, em total impunidade”, completam os relatores para quem “a fraqueza económica das mídias as expõe, ainda, a influências políticas ou económicas prejudiciais à sua independência”.

 

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