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São Vicente: PAICV acusa câmara de lotear e vender terrenos em zonas de “alto risco” para segurança das pessoas

O presidente da região política de São Vicente do PAICV acusou, na quarta-feira (18) a Câmara Municipal de São Vicente de vender lotes de terreno numa ribeira em Chã de Alecrim, colocando “em risco” a segurança das pessoas.

O presidente da região política de São Vicente do PAICV acusou, na quarta-feira (18) a Câmara Municipal de São Vicente de vender lotes de terreno numa ribeira em Chã de Alecrim, colocando “em risco” a segurança das pessoas.

Em conferência de imprensa, o líder local do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Alcides Graça, foi mais longe e considerou que os sete lotes “criados na linha de água das chuvas” naquela zona, para além de um “perigo para os munícipes”, constituem “um crime urbanístico”, pelo que a construção já iniciada deve “parar imediatamente”.

Sobre a forma como os lotes estão a ser vendidos, Graça acusa a câmara de especulação imobiliária e argumenta: “não temos certezas, mas chegou ao nosso conhecimento que estão a ser vendidos na rua e pelo preço acima de dois mil contos”, acusou, o que quer dizer, sintetizou, que “a promessa de Augusto Neves de combater a especulação imobiliária” fica por cumprir.

Questionado se está na posse de provas de que o loteamento de Chã de Alecrim foi feito pelo Gabinete Técnico de Obras (GTO) da câmara, o responsável exibiu uma planta, mas sem qualquer assinatura.

“O vereador do Urbanismo é o próprio presidente da câmara, os sete lotes foram criados, temos ainda a planta que não está assinada”, lançou Alcides Graça que, mesmo assim, diz desconfiar que fosse possível à câmara lotear e vender terrenos naquela zona.

Mas a verdade, sintetizou, é que “já há ali uma construção iniciada, que se diz de três pisos”, lançou, o que quer dizer que essa planta “mesmo sem assinaturas ganha credibilidade”.

Por isso, assinalou, o PAICV encontra-se a “estudar a possibilidade de embargar a obra já iniciada”, por se encontrar na linha de água, e porque a cidade precisa daquele espaço “para respirar”.

A mesma fonte deu ainda conta de “situações similares” nas zonas de Pedra Rolada, ainda no mandato de Isaura Gomes, e outras na ribeira da Ribeira de Craquinha pelo que, questionou, “se a moda pega qualquer dia a água tem o seu caminho bloqueado” e com “consequência imprevisíveis”.

A finalizar, Alcides Graça sustentou que o PAICV, enquanto oposição municipal, está “muito preocupada” com a “ausência de um planeamento urbanístico” em São Vicente, ilha que se encontra “há mais de oito anos” sem um plano de desenvolvimento municipal.

Por isso, anunciou a organização esta sexta-feira, em São Vicente, de uma mesa redonda sobre a modernização e a sustentabilidade urbana da cidade do Mindelo, uma contribuição, anotou, para “recentrar as prioridades“ da cidade, as quais “se encontram invertidas”.

“Nenhuma cidade consegue desenvolver-se sem uma rigorosa planificação urbanística do seu território”, concluiu.

Fonte: Inforpress

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